Resumo
PIB 2026 revisado para 2,0% e inflação para 4,9% (ainda acima da meta de 4,5%), segundo o Boletim Macrofiscal da SPE/MF, divulgado nesta terça (22). Última edição foi em julho. Endividamento das famílias em patamar histórico e dificuldades da indústria pelo custo do crédito.
Palavras-chave: PIB 2026, inflação, Boletim Macrofiscal, SPE, Ministério da Fazenda, endividamento, crédito, setor de serviços.
O Ministério da Fazenda revisou para baixo a projeção do PIB em 2026, de 2,3% para 2,0%, e reduziu a estimativa de inflação para 4,9%, ainda acima do teto da meta de 4,5%, conforme o Boletim Macrofiscal da SPE.
A divulgação ocorreu nesta terça-feira (22) e a última versão, publicada em julho, já indicava ajustes nas perspectivas para o curto prazo.
A queda na projeção do PIB é atribuída principalmente ao fraco desempenho do setor de serviços, aponta o boletim.
Outro fator que continua influenciando o crescimento é o endividamento das famílias. O documento destaca que, “ainda que o endividamento das famílias siga estável em proporção da renda, o comprometimento com o serviço da dívida atingiu o maior nível da série histórica no segundo trimestre”, o que limita a conversão de rendimentos em consumo.
O boletim também aponta dificuldades da indústria devido ao custo alto do crédito, conforme o documento.
As informações foram divulgadas pelo Boletim Macrofiscal, produzido pela SPE (Secretaria de Política Econômica) do Ministério da Fazenda, nesta terça-feira (22).

