Resumo: Rio de Janeiro, 23: o ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, destaca que a efetividade das ações contra o crime organizado é a prioridade, não a classificação de facções. Evento de entrega de equipamentos para o sistema prisional. Ata com o apoio do Escudo das Américas à classificação de PCC e Comando Vermelho como terrorismo.
Rio de Janeiro — O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington Lima e Silva, afirmou nesta quarta-feira (23) que a prioridade do Brasil no enfrentamento ao crime organizado é a efetividade das ações, e não a classificação adotada para facções criminosas. A declaração ocorreu durante um evento de entrega de equipamentos destinados a reforçar a segurança no sistema prisional.
Para o ministro, a discussão sobre categorias e nomenclaturas atende menos às demandas da população do que a adoção de medidas concretas contra as organizações criminosas, destacando que “o máximo de efetividade na resposta” é o que a população quer.
A manifestação ocorreu um dia após a aliança Escudo das Américas anunciar apoio à decisão dos EUA de classificar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. O ministro afirmou que a Lei Antifacção, construída a partir de articulação entre Executivo e Legislativo, já oferece mecanismos mais rígidos contra o crime organizado.
Questionado sobre possíveis efeitos da classificação estrangeira nas operações brasileiras e sobre riscos de interferência externa, o ministro disse não haver preocupação.
O ministro também destacou que o Brasil mantém acordos de cooperação policial e jurídica com mais de 190 países, incluindo extradição e operações conjuntas. Segundo ele, o governo pretende manter a atuação integrada com estados e municípios no combate ao crime organizado.

