Resumo: Bahia assina Acordo de Cooperação Técnica com a Senasp para saúde mental na segurança pública; treinamentos do Escuta SUSP visam prevenção do suicídio, acolhimento e apoio psicológico a policiais e agentes; cerimônia em Brasília durante o Setembro Amarelo; ampla atuação baseada em evidências.
Brasília – O Ministério Público da Bahia (MP-BA) e o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJ-SP), por meio da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp), assinaram nesta terça-feira (22) um Acordo de Cooperação Técnica voltado à saúde mental na segurança pública. A cerimônia ocorreu em Brasília, no âmbito das ações do Setembro Amarelo.
Essa iniciativa visa combater o adoecimento psicológico, incentivar a prevenção do suicídio e melhorar o bem-estar de agentes da segurança pública e promotores de justiça que atuam na Bahia. O plano de cooperação prevê o oferecimento de treinamentos sobre saúde mental e acolhimento institucional ministrados pelo projeto Escuta SUSP, serviço nacional especializado no atendimento psicológico de profissionais de segurança.
As capacitações têm como foco:
- Sensibilizar autoridades para discutir o estresse da rotina policial e os impactos do desgaste mental na prestação do serviço público;
- Prevenção e acolhimento: disseminar práticas de preservação da vida e autocuidado;
- Divulgação do serviço: ampliar o acesso de policiais e agentes baianos ao suporte do Escuta SUSP;
- Ações preventivas baseadas em evidências científicas.
Segundo o procurador-geral de Justiça da Bahia, Pedro Maia Souza Marques, a cooperação representa um avanço institucional ao utilizar estatísticas e evidências para formular políticas preventivas.
“A capacitação de membros do MP e dos profissionais de segurança pública é fundamental. Precisamos compreender os fatores que afetam a saúde mental desses profissionais, submetidos a uma rotina de alto estresse, para atuar de forma preventiva e evitar danos”, pontuou.
O secretário nacional de Segurança Pública, Francisco Lucas, ressaltou que a pressão contínua e o contato direto com a violência exigem assistência psicológica permanente. “É preciso superar a visão de que o cuidado psicológico se resume ao ingresso na carreira e incorporar essa preocupação de forma permanente à trajetória profissional. O projeto Escuta SUSP é fundamental para enfrentar tanto o suicídio quanto a letalidade policial”, disse.

