Opinião: Campanha de 2026 encerra em tom contido e abre espaço para Jerônimo Rodrigues ou ACM Neto vencer

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Bahia vive um clima eleitoral pouco engajado para 2026, com apatia de eleitores e disputa entre Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União). Escândalos nacionais, como o caso Banco Master, influenciam o debate, mas não geram adesão maciça. A semana de votação, no domingo (4), não revela figuras autoritárias no estado; PT tem desgaste de duas décadas no poder.

Palavras-chave: Bahia, eleição 2026, Jerônimo Rodrigues, ACM Neto, apatia eleitoral, Banco Master.

Bahia, Brasil — Na reta final das eleições de 2026, o clima político na região tem sido marcado por apatia entre eleitores e por uma disputa que, segundo analistas locais, não mobiliza tanto quanto pleitos anteriores. Os principais protagonistas aparecem como Jerônimo Rodrigues (PT) e ACM Neto (União): o PT permanece apontado como referência à esquerda, enquanto a oposição busca reforçar a narrativa de mudança. O desgaste natural de duas décadas no poder também é citado como componente do cenário, com reflexos na percepção sobre a viabilidade da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito nacional.

Segundo as leituras de bastidores, a campanha foi impactada por escândalos nacionais, incluindo ataques envolvendo o Banco Master, que condiz com a tendência de turbulência política recente. Mesmo assim, não houve adesão expressiva entre o eleitorado baiano, e adversários tentaram explorar ataques contra diferentes projetos sem consolidar uma onda de apoio concreto. A expectativa é de que o pleito, no contexto atual, avance com menos polarização do que em outros momentos.

Ao chegar à semana de votação, analistas observam uma dinâmica em que o Supremo Tribunal Federal (STF) tem aparecido de forma relevante em discussões partidárias, enquanto a população demonstra menor paciência para a participação política cotidiana. O voto no domingo, 4, é descrito como uma obrigação cívica, não uma celebração da democracia, sinalizando um possível abalo no tecido social que sustenta o apoio a propostas radicais de ruptura.

Na leitura para a Bahia, não surgem figuras autoritárias evidentes no radar eleitoral. O debate permanece entre a continuidade de políticas estaduais, defendida pelo grupo ligado ao PT, e a aposta de mudança representada pela União. O desafio para Jerônimo Rodrigues e ACM Neto é traduzir propostas em ações concretas que ressoem com o eleitor, especialmente diante do desgaste histórico do Partido dos Trabalhadores no estado.

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