Entidade lança espaços comunitários para contestar as big techs

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo

Big techs do Vale do Silício concentram poder e buscam manter termos que, na visão de um pesquisador da Ctrl+Z, ficariam acima das leis de países como o Brasil. A organização defende soberania digital por meio de ações públicas, investigações e plataformas de código aberto. Denúncias recentes citam perfis falsos de médicos no YouTube. Entrevista veiculada pela Rádio Nacional.”

Palavras-chave: soberania digital, big techs, Vale do Silício, Ctrl+Z, código aberto, YouTube, Rádio Nacional

Vale do Silício, Califórnia — segundo Henrique Sampaio, coordenador de redes sociais da Ctrl+Z, as grandes empresas de tecnologia concentram poder e tentam impor termos que, na visão dele, ficariam acima das leis de nações como o Brasil. Em entrevista, ele discute a soberania digital e o papel das big techs no cenário global.

Imagem representando o Vale do Silício

Crédito: Agência Brasil / EBC

Logomarca da EBC

Crédito: Agência Brasil / EBC

A Ctrl+Z afirma adotar uma estratégia que combina investigação de abusos, ações judiciais e mobilização de pessoas. O objetivo é orientar o setor de tecnologia para um modelo mais voltado ao bem-estar coletivo, conforme o próprio grupo.

Recentemente, a organização divulgou um levantamento que denuncia dezenas de perfis falsos de médicos no YouTube, apontando um uso indevido de canais para disseminar informações incorretas.

A Ctrl+Z tem como pilares a liderança de Daniela da Silva (ex-Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil), Tatiana Dias (jornalista investigativa e ex-editora-executiva do Intercept Brasil) e Luã Cruz (diretor de Litigância, especialista em direitos digitais e políticas públicas e ex-coordenador do Idec).

“Queremos levar as pessoas para fora das telas e criar uma comunidade que não seja mediada pelas empresas de tecnologia”, afirma Henrique Sampaio.

O grupo defende a articulação de pessoas com perfis diferentes por meio de plataformas de código aberto, buscando transparência que as redes sociais dominantes, segundo eles, não oferecem.

“As plataformas de código aberto sempre existiram, mas as big techs têm poder para nos convencer a usar apenas seus produtos. É viciante. Quando propomos algo fora dessa lógica, as pessoas lembram que existe uma internet mais livre”, comentou Sampaio.

Para ouvir a entrevista completa, acesse o site da Rádio Nacional, veiculada no programa Tarde Nacional SP, conforme divulgação da Ctrl+Z.

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