Resumo — Em setembro, 33 novos pedidos de impeachment foram protocolados no Senado Federal após as declarações do ministro André Mendonça sobre o relacionamento entre Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro. Ao todo, 133 ações aguardam parecer. Em meio à crise, Paulinho da Força, deputado e presidente do Solidariedade, apresentou três representações contra Mendonça, Kassio Nunes Marques e Luiz Fux, num mesmo bloco que se opõe ao grupo liderado por Moraes, Mendes, Dino e Zanin, com citações a diálogos e supostos favorecimentos.
No mérito das acusações a Mendonça, o texto sustenta crime de responsabilidade e descreve atuação considerada parcial e com direcionamento político-eleitoral, apontando a criação de atos processuais que favoreceriam o grupo com quem o ministro teria ligação. São citados diálogos entre Mendonça e Vorcaro, bem como um encontro pessoal entre eles e decisões que teriam beneficiado o grupo do banqueiro.
Paulinho da Força sustenta que outros ministros também manteriam relações com Vorcaro, como Luiz Fux e seu filho, Rodrigo Fux, a quem o banqueiro teria solicitado informações sobre um precatório bilionário. O deputado afirma que tais contatos reforçam a percepção de tratamento privilegiado a interesses vinculados ao banco.
O texto da ação contra Mendonça cita ainda diálogos envolvendo Vorcaro com o filho de Luiz Fux, o advogado Rodrigo Fux, e relata que o banqueiro teria apresentado recurso a poucos dias do julgamento no STF, segundo a representação.
Além disso, a representação aponta que Kassio Nunes Marques teve menções de Vorcaro sobre custeio de hospedagens de luxo e eventos para o ministro, além de mencionar possível pagamento de R$ 500 mil ao advogado Kevin Marques, filho do atual presidente do TSE.
Kassio Nunes Marques aparece novamente como alvo de outra denúncia de impeachment, protocolada nesta quarta-feira (30) pelo senador Alessandro Vieira (MDB). O documento cita mensagens do celular de Vorcaro que mencionam a chamada “Turma do KN”, que seria um grupo próximo ao ministro.
Resumo: No Senado Federal, 133 pedidos de impeachment envolvendo ministros do STF estão em tramitação. O alvo principal é Alexandre de Moraes (73 casos), seguido por Gilmar Mendes (17) e Dias Toffoli (16). Também há representações contra Barroso (14, arquivadas após sua aposentadoria) e contra Ricardo Lewandowski (aposentado). As ações foram protocoladas por senadores, deputados, partidos, entidades da sociedade civil e cidadãos.
No Senado Federal, 133 pedidos de impeachment envolvendo ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) foram protocolados e estão em tramitação na Mesa Diretora. As representações foram apresentadas por diversos atores, entre eles senadores, deputados, partidos políticos, associações da sociedade civil e cidadãos, de forma isolada.
Ranking dos ministros mais alvo de pedidos de impeachment no Senado — as ações somam tanto processos individuais quanto coletivos: Alexandre de Moraes (73), (17), Dias Toffoli (16), Flávio Dino (9), Carmen Lúcia (8), Edson Fachin (6), Kassio Nunes (5), André Mendonça (4), Luiz Fux (4) e Cristiano Zanin (3).
Barroso e Lewandowski — entre os 133 pedidos, existem 14 representações contra o então ministro Luís Roberto Barroso. Como Barroso deixou o cargo, essas manifestações devem ser encaminhadas ao arquivo. Também há uma representação contra o ex-ministro Ricardo Lewandowski, que já se aposentou.
Natureza das representações — as ações foram protocoladas por senadores, deputados, partidos políticos, associações da sociedade civil e cidadãos de forma isolada, abrangendo casos contra Moraes e outros ministros, conforme apurado pela Mesa Diretora do Senado.

