Resumo: Operação Laudo Cego, deflagrada pela Polícia Federal, combate fraude em benefícios por incapacidade do INSS. Aproximadamente 150 policiais executam 39 mandados no Maranhão e em mais cinco estados. 172 benefícios sob suspeita, com prejuízo estimado de R$ 6,57 milhões. Desdobramento da Operação Camisaria, envolve laudos médicos falsos, vínculos de emprego simulados e movimentação de recursos.
Crimes apurados incluem estelionato previdenciário, falsificação de documento público, inserção de dados falsos e organização criminosa, com possibilidade de lavagem de dinheiro.
Palavras-chave: Laudo Cego, PF, INSS, fraude previdenciária, Maranhão, benefícios por incapacidade, Camisaria.

Maranhão — A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira, 22/09/2026, a Operação Laudo Cego, destinada a desarticular um esquema que utilizava laudos médicos falsos e vínculos de emprego simulados para obtenção de benefícios por incapacidade do INSS. O total inicial envolve cerca de 150 policiais e 39 mandados de busca e apreensão no estado e em outras regiões do país. Ao todo, foram identificados 172 benefícios sob suspeita, com um prejuízo estimado de R$ 6,57 milhões aos cofres públicos. O caso é um desdobramento da Operação Camisaria, realizada em setembro de 2024, que apontou indícios de um esquema organizado para fraudar benefícios previdenciários.
Além do Maranhão, a ação ocorre em outros estados, conforme informações reveladas pela PF. A Justiça autorizou a quebra de sigilo bancário e fiscal, bem como medidas de bloqueio de bens e de proibição de contato entre investigados, com o objetivo de assegurar eventual ressarcimento aos cofres públicos. A maior parte das diligências ocorreu no Maranhão, incluindo cidades como São Luís, Paço do Lumiar, São José de Ribamar, Pinheiro, Santa Helena, Palmeirândia, Presidente Sarney, Presidente Juscelino e Brejo; houve também mandados em Santa Rosa (RS), Cotia (SP), Parauapebas (PA), Parnaíba (PI) e Ubajara (CE).
A investigação da inteligência previdenciária aponta que os 172 benefícios suspeitos podem ter gerado um prejuízo de R$ 6,57 milhões, e a suspensão dos pagamentos indevidos pode evitar outros R$ 1,01 milhão. O escopo do caso envolve recrutamento de pessoas para recebimento dos benefícios e a movimentação do dinheiro obtido com as fraudes.
A PF aponta que a Laudo Cego é um desdobramento da Operação Camisaria, reforçando a existência de um esquema estruturado para a obtenção indevida de benefícios previdenciários. Os investigados podem responder por estelionato previdenciário, falsificação de documentos, inserção de dados falsos, organização criminosa e lavagem de dinheiro, de acordo com a participação de cada um.
Este acompanhamento faz parte do compromisso do PrimeiroJornal em trazer informações verídicas e atualizadas sobre ações que envolvem o Extremo Sul da Bahia e o Brasil, com transparência sobre as fontes oficiais e os documentos disponíveis.

