Diabetes pode levar à retinopatia: entenda os riscos para a visão

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: A retinopatia diabética é complicação ocular comum do diabetes, que pode levar à cegueira se não diagnosticada precocemente. O tratamento envolve controle glicêmico e exame de fundo de olho. Gestantes diabéticas devem realizar avaliação oftalmológica a cada três meses. Fontes: Agência Brasil, Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Palavras?chave: retinopatia diabética, diabetes, exame de fundo de olho, prevenção, oftalmologista, Agência Brasil.

A retinopatia diabética é uma das complicações mais comuns ligadas ao diabetes, atingindo a retina — a camada sensível à luz responsável pela visão. Quando não é identificada e tratada precocemente, pode evoluir para danos oculares significativos e até cegueira. Além do controle da glicemia, a orientação do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) é que pacientes com diabetes façam acompanhamento regular com oftalmologista, preferencialmente uma consulta anual.

“O diabetes é uma doença que agride os vasos sanguíneos. E, assim como ele ataca vasos do corpo, também prejudica os vasos da retina. Por esse motivo, o controle do diabetes é extremamente importante para os olhos”, explicou a presidente do CBO, Maria Auxiliadora Frazao. Em entrevista à Agência Brasil, o coordenador do departamento de Saúde Ocular da Sociedade Brasileira de Diabetes, Fernando Malerbi, reforçou que o diabetes é uma condição crônica que afeta praticamente o organismo inteiro, e que a retina é um dos órgãos mais sensíveis a esse tipo de alteração.

Malerbi acrescentou que a preocupação com danos à visão — ou cegueira — como consequência da retinopatia diabética, ocorre principalmente em quadros de diabetes mal controlados e não para todos os pacientes diagnosticados com a doença.

“A perda da visão não é uma sentença pra quem tem diabetes. O paciente pode sim ter uma vida saudável.”

A detecção da retinopatia diabética é feita por meio do exame de fundo de olho, que requer dilatação da pupila. O diagnóstico também envolve avaliação da parte neural da retina, que pode apresentar danos detectáveis com exames específicos. Na fase inicial, muitas vezes é possível reverter alterações, reforçando a importância do diagnóstico precoce.

Entre as recomendações de prevenção estão manter o peso adequado, adotar alimentação equilibrada, praticar atividade física e realizar a prevenção primária. Conforme o caso, as consultas com oftalmologista podem ocorrer com intervalos diferentes; por exemplo, gestantes já diabéticas devem ser avaliadas a cada três meses para monitorar a retina durante a gravidez.

*A repórter viajou a convite do Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO).

Imagem da Agência Brasil - EBC

Crédito: Agência Brasil

Imagem da Agência Brasil - EBC

Crédito: Agência Brasil

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