Resumo: Rick, nome artístico de Geraldo Antônio de Carvalho, morre aos 59 anos em Santa Catarina após queda de helicóptero; estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, um videomaker e o piloto. A confirmação veio do Corpo de Bombeiros. A identidade de Rick é ligada à dupla Rick & Renner, referência do sertanejo romântico no Brasil.
Santa Catarina — O cantor Geraldo Antônio de Carvalho, conhecido artisticamente como Rick, da dupla Rick & Renner, faleceu aos 59 anos nesta terça-feira, 22, após a queda de um helicóptero na região, conforme confirmação do Corpo de Bombeiros. Além dele, estavam na aeronave o empresário Bruno Avelar, um videomaker e o piloto.
Nascido em Porto Nacional (TO), em 5 de dezembro de 1966, Rick mudou-se para Brasília com a família ainda na infância. O gosto pela música surgiu cedo e, aos 9 anos, ele já se apresentava em bares ao lado de uma de suas irmãs, enfrentando, inclusive, questões judiciais relativas à idade.
Foi em Brasília, nos anos 1980, que Rick formou a dupla com Ivair Reis Gonçalves, o Renner, nascido em 19 de novembro de 1971. Renner iniciou a carreira cantando rock aos 14 anos e, aos 16, já era pai, ajudando no sustento da família com a música.
Início da carreira — A dupla começou em bares e chegou a gravar um LP independente. O duo recebeu o apoio de Zezé Di Camargo e Luciano, que os apresentou ao produtor Manoel Nenzinho Pinto.
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A parceria rapidamente abriu caminho para o primeiro disco da dupla, lançado por uma grande gravadora, a Continental. O material reuniu faixas como “Preciso te Encontrar”, “Você Decide”, “Olhando nos Teus Olhos”, “Mal de Amor” e “A Gente Sempre se Entende”, levando os artistas a se transferirem para São Paulo para manter a carreira em crescimento.
Ao longo dos anos 1990, Rick & Renner ganharam projeção nacional num período em que o sertanejo romântico dominava o mercado musical brasileiro, antes da explosão do sertanejo universitário.
Sucessos e consolidação — O ponto alto veio em 1998, com o álbum Mil Vezes Cantarei, que trouxe o sucesso “Ela é Demais” e permaneceu nas paradas por cinco meses. Em 1999, Instante Mágico elevou ainda mais o alcance, com músicas como Muleca e Fim de Semana, esta última com participação do Molejo.
Nos anos seguintes, a dupla seguiu lançando trabalhos e fazendo shows por todo o país. Em 2003, para marcar uma década de carreira, foi lançado um álbum acústico com grandes clássicos, além do primeiro DVD. Até 2007, Rick & Renner haviam vendido mais de 7 milhões de discos e realizavam, em média, 150 apresentações por ano.
Fonte: Bahianoticias
Resumo
Rick & Renner foram um dos principais nomes do sertanejo brasileiro por mais de duas décadas, com 16 álbuns e dois DVDs. Em 2010, houve a separação após 25 anos juntos. Em 2018, a dupla se reuniu, lançou o álbum Seguir em Frente pela Radar Records e iniciou uma turnê. Durante a pandemia, realizaram lives beneficentes e, nos anos seguintes, lançaram músicas digitais. Antes da morte de Rick, o duo mantinha uma turnê de comemoração pelo Brasil com o projeto Em nome da música.
A trajetória consolidada entre os nomes de destaque do sertanejo brasileiro se manteve mesmo após a ruptura de 2010. Rick & Renner passaram a trilhar caminhos distintos, mas preservaram o êxito que os caracterizou ao longo das décadas, antes de retornarem com força oito anos depois.
Separação e projetos solo — Rick partiu para a carreira solo sob o pseudônimo Rick Sollo, e, em entrevista ao g1 na época, afirmou que a pausa era apenas temporária, mantendo aberta a possibilidade de uma reunião futura com Renner. Do outro lado, Renner seguiu cantando no universo gospel, com o apoio de Rick, lançando os álbuns Pronto pra te amar (2011) e Foi Deus… (2015).
Retorno em 2018 — Em 2018, após oito anos separados, Rick & Renner anunciaram o retorno da parceria e lançaram o CD Seguir em Frente, pela Radar Records, abrindo uma nova fase com uma turnê intitulada com o mesmo título. O álbum reuniu composições de Rick, incluindo faixas como Eu Mereço, Filha, Esse Amor é Você, Nos Bares da Cidade e Como Assim.
Pandemia e lives — Durante o isolamento causado pela Covid-19, em 2020, a dupla realizou apresentações pela internet, incluindo as lives Em prol do Estado do Maranhão — que arrecadaram doações e cestas básicas — e At Home. Essas transmissões somaram mais de 4 milhões de acessos, ampliando o alcance da dupla além dos palcos físicos.
Novos repertórios — Nos anos seguintes, a dupla seguiu lançando músicas nas plataformas digitais, entre elas os singles Estou aqui! (2024), Porque o Bruto Chora (2025) e O Caçador (2026), mantendo a presença constante no cenário musical brasileiro.
Último ciclo — Antes da morte de Rick, a dupla participava de uma turnê pelo Brasil com o projeto comemorativo Em nome da música, consolidando uma trajetória histórica que atravessa diferentes fases do sertanejo nacional.

