Rio de Janeiro reforça a segurança com agentes, dados e supercâmeras

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: Rio de Janeiro amplia vigilância por IA com monitoramento em pontos estratégicos, incluindo Santa Cruz, visando reduzir roubos e furtos em até 73%. A ação concentra agentes e câmeras em áreas de maior movimento, sem substituir as polícias Civil e Militar. Conteúdo patrocinado.

Impacto: Medidas integram forças de segurança e reforçam prevenção em zonas com maior circulação de pessoas.

Rio de Janeiro — A prefeitura anunciou a expansão da vigilância por IA, por meio de sistemas de monitoramento, em pontos estratégicos da cidade, incluindo o bairro de Santa Cruz. A iniciativa é apresentada como parte de uma estratégia de segurança pública voltada a reduzir, de forma expressiva, roubos e furtos, com números apontados de até 73% de queda nessas áreas desde o início da implementação.

A estratégia parte da análise de ocorrências para identificar zonas de maior circulação de pessoas e atividades comerciais, direcionando recursos como câmeras e patrulhamento para os locais com maior incidência de delitos.

No novo perímetro de Santa Cruz, o foco recai sobre pontos de alta movimentação, incluindo a estação ferroviária, o comércio popular e o centro de compras, onde a presença de agentes visa atuar de forma preventiva e repressiva para evitar roubos e furtos.

Entretanto, a prefeitura ressaltou que a Força Municipal não substitui as polícias Civil e Militar. O planejamento aponta para uma atuação integrada, com reforço de segurança sem deslocar as funções das forças tradicionais.

“Com um trabalho focado no entorno de estações e áreas comerciais, reduzimos esses índices em quase 70% em algumas áreas de atuação e agora avançamos para Santa Cruz.” — Eduardo Cavaliere, prefeito do Rio de Janeiro

A expansão faz parte de uma linha de atuação mais ampla que já contempla outras áreas com elevados índices de roubos e furtos, como Bangu, Campo Grande, Centro, Leblon, Botafogo e Tijuca, entre outros. A iniciativa também inclui material audiovisual que acompanha a implementação, reforçando a divulgação pública da política de segurança.

Rio de Janeiro – expansão da atuação da Força Municipal com a CIVITAS Rio, com foco em câmeras de alta capacidade e IA para ampliar o controle de segurança.

Dados da Prefeitura indicam quedas de roubos e furtos em perímetros atendidos pela operação entre 2025 e 2026.

Ao todo, 15.265 abordagens resultaram em 1.354 prisões/conduções; 350 celulares e 266 motos foram recuperados, além de apreensões de armas e o cumprimento de 33 mandados de prisão.

A meta é superar 6.500 supercâmeras até o fim de 2026, dentro de uma rede com mais de 16 mil equipamentos.

Rio de Janeiro – Em meio a ações coordenadas entre a Força Municipal e a CIVITAS Rio, a cidade investe no uso de câmeras e inteligência artificial para reforçar o patrulhamento em pontos críticos. Segundo informações da Prefeitura, a maior queda de roubos e furtos ocorreu na região que inclui o Metrô Botafogo, a Rua São Clemente e a Rua Voluntários da Pátria, com redução de 73,1%.

No entorno de Botafogo, incluindo Lauro Müller, General Severiano e Avenida Venceslau Brás, a queda foi de 65,3%. Já a área da Freguesia e Jacarepaguá registrou queda de 71,4% nos mesmos índices.

Na região da Rodoviária do Rio, no Terminal Gentileza e na Estação Leopoldina, os registros caíram 62,4%. Em Bangu, entre Calçadão e Bangu Shopping, houve redução pela metade. No cruzamento entre Avenida Ayrton Senna e Avenida das Américas, a queda foi de 46,6%, e nos perímetros da Avenida Presidente Vargas, Central do Brasil, Campo de Santana e Cinelândia, o recuo chegou a 43,6%.

Segundo balanço da Prefeitura, desde o início das operações, a Força Municipal realizou mais de 15.265 abordagens, resultando em 1.354 prisões e conduções às delegacias. Ao todo, também foram recuperados ou apreendidos 350 celulares e 266 motocicletas. As forças puderam apreender ainda uma pistola, 25 réplicas de armas de fogo, 73 armas brancas e cumprir 33 mandados de prisão.

“Esses resultados expressivos reforçam a importância desse trabalho preventivo integrado às polícias”, afirmou o secretário municipal de Segurança Urbana, Brenno Carnevale.

Câmeras e inteligência artificial

Enquanto os agentes ocupam pontos considerados críticos, outra parte desse sistema é operada pela CIVITAS Rio, que vem ampliando o uso das chamadas supercâmeras, equipamentos integrados a ferramentas de inteligência artificial e visão computacional.

Segundo a Prefeitura, o Rio de Janeiro possui cerca de 13.500 câmeras, das quais mais de 3.600 são classificadas como supercâmeras inteligentes.

Essas máquinas procuram elementos como cor, marca e tipo de veículo, direção de deslocamento, objetos e características de vestimentas. Isso permite, por exemplo, tentar reconstruir o caminho percorrido por determinado veículo mesmo quando a placa não aparece de maneira legível. “Não ter a placa não é um problema: nós conseguimos chegar à identificação do veículo por cor, marca e modelo. Uma supercâmera pode processar até 3 mil situações simultaneamente”, explicou Davi Carreiro, chefe-executivo da CIVITAS Rio, ao detalhar o funcionamento da tecnologia.

Até o fim de 2026, a previsão municipal é ultrapassar 6.500 supercâmeras, dentro de uma rede com mais de 16 mil equipamentos. A nova etapa de instalação tem concentração de esforços em áreas consideradas estratégicas para o patrulhamento.

Resumo: Rio de Janeiro avança com as Muralhas Digitais, pontos de monitoramento para registrar a movimentação de veículos e cruzar informações. Em breve, nova muralha será instalada na subida da Ponte Rio-Niterói, visando ampliar o monitoramento entre municípios da Região Metropolitana. Meta municipal: alcançar 15 mil câmeras inteligentes até 2028, fortalecendo a segurança na Zona Norte (Méier, Madureira) e demais áreas.

Muralhas Digitais são pontos equipados com sistemas de monitoramento instalados em acessos estratégicos para registrar a movimentação de veículos e cruzar informações. A proposta busca reforçar o cinturão eletrônico da cidade: se um veículo de interesse aparece em uma região e é flagrado em outro ponto monitorado, os registros ajudam a reconstruir a rota e a esclarecer crimes de roubo ou furto de carros e motos.

Instalação na subida da Ponte Rio-Niterói: a Prefeitura do Rio informou que, em breve, será instalada uma nova Muralha Digital na subida da Ponte Rio-Niterói. A medida objetiva apoiar investigações envolvendo deslocamentos entre municípios da Região Metropolitana, com dados cruzados entre pontos de monitoramento para mapear trajetos suspeitos.

Expansão e meta 2028: a gestão municipal sinaliza a continuidade da expansão do sistema nos próximos anos. A previsão é chegar a 15 mil câmeras inteligentes até 2028, além de ampliar as Muralhas Digitais nos principais acessos e em locais de grande circulação, fortalecendo a capacidade de investigação sobre deslocamentos entre cidades da região.

Fonte: Prefeitura do Rio de Janeiro (site oficial e Instagram).

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