Resumo jornalístico: Lula viaja a Nova York para abrir a 81ª Assembleia Geral da ONU, defendendo multilateralismo e soberania. Pode encontrar Donald Trump após a fala. Em Brasília, STF e Congresso acompanham agenda sobre investigações e eleições de 2026.
Nova York – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva desembarcou na cidade para conduzir a abertura da 81ª Assembleia Geral da ONU. Com apenas 13 dias para o primeiro turno das eleições de 2026, ele se ausenta temporariamente da campanha para cumprir compromissos internacionais.
No discurso, previsto para durar cerca de 20 minutos, Lula deve defender o multilateralismo e a soberania nacional, além de tratar de crime organizado e dos temas eleitorais do Brasil.
Há expectativa de um encontro rápido com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que será o segundo a falar na sessão da ONU.
No Brasil, a agenda doméstica segue em foco: a Procuradoria-Geral da República e o ministro do STF, André Mendonça, integram o centro de uma apuração que envolve um relatório de inteligência da PF apontando suspeitas de direcionamento de investigações envolvendo os casos INSS e Master. O prazo para manifestações encerra nesta segunda-feira (21).
Com o cancelamento da sessão prevista pelo presidente do STF, Edson Fachin, para analisar as suspeitas na atuação de Mendonça, o plenário pode ficar para a próxima quarta-feira (23), com julgamentos de temas diversos. Entretanto, o clima entre os ministros continua tenso, o que mantém o risco de novos adiamentos.
Confira a agenda da semana em Brasília.
PODER EXECUTIVO – O presidente Lula inicia a semana em Nova York, participando da abertura da ONU. A sessão está marcada para terça-feira (22), dia em que ele fará o pronunciamento inaugural. Este é o décimo discurso de abertura do Brasil desde 2003, com Lula tendo ausências em 2005 e 2010. O tema desta edição é “Restaurar a confiança, gerenciar a transformação: uma ONU que atenda a todas as pessoas”. Líderes de 193 Estados-membros devem comparecer ao fórum.
No âmbito externo, Lula deve enfatizar a soberania nacional e o princípio da não interferência externa em democracias, além de tratar de questões ligadas aos processos eleitorais e às relações do Brasil com vizinhos e com os Estados Unidos, incluindo cooperação no combate ao crime organizado transnacional.
Lula cumpre agenda em Nova York durante a ONU e se reunirá com Bernie Sanders, Zohran Mamdani e Yamandú Orsi. IPCA-15 é aguardado pelo IBGE para a sexta-feira. Congresso permanece em pausa e STF tem pauta com debates sobre emendas parlamentares; possíveis cancelamentos de sessões diante de tensões entre ministros. Governo brasileiro acompanha cenário político e econômico.
Nova York – Em cenário de participação na Assembleia Geral das Nações Unidas, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre nesta segunda-feira uma agenda oficial na cidade de Nova York. Segundo informações divulgadas, o chefe do Executivo brasileiro tem encontros agendados com o senador Bernie Sanders, o prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, e o presidente do Uruguai, Yamandú Orsi. A programação inclui uma estadia na residência do representante do Brasil junto à ONU, onde Lula deve permanecer ao longo da tarde, antes de retornar ao Brasil na terça-feira, após o discurso na Assembleia Geral. A agenda para o restante da semana não foi divulgada pela Secretaria de Comunicação da Presidência.
No âmbito econômico, o calendário aponta a divulgação do IPCA-15 pelo IBGE na próxima sexta-feira (25). O indicador antecipa os números da inflação oficial do mês de setembro, dando o tom das expectativas para o cenário econômico brasileiro ao fim do trimestre.
Poder Legislativo
O Congresso Nacional não deverá realizar atividades em plenário nesta semana, com retorno das atividades previsto apenas para a primeira semana de outubro, após o pleito eleitoral. Na semana anterior, um grupo de senadores esteve em Brasília para acompanhar a sessão do Supremo Tribunal Federal que discutiria a abertura de uma investigação contra o ministro Alexandre de Moraes. Os parlamentares criticaram o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, por ter ordenado o fechamento do plenário, o que impediu uma sessão extraordinária.
Poder Judiciário
No Supremo Tribunal Federal, o ministro Flávio Dino presidirá, nesta terça-feira (22), uma audiência pública para debater a responsabilidade de parlamentares na destinação de emendas impositivas, com foco em regras de controle, fiscalização, prestação de contas e responsabilização pelo uso de recursos públicos. A pauta também envolve a possibilidade de cancelamento da sessão que avaliaria o pedido de investigação contra o ministro André Mendonça, marcada para quarta-feira (23). O presidente do STF, Edson Fachin, deve seguir com a programação já anunciada, embora haja expectativa de novos cancelamentos diante das tensões entre ministros.
Cenário institucional
Caso a sessão plenária seja mantida, os ministros atuarão em ações como a ADI 7935, que questiona regras sobre custas, taxas e despesas processuais no Judiciário do Espírito Santo. Entre os pontos discutidos estão o acesso à Justiça, a proporcionalidade e a eficiência na gestão de recursos públicos. A tensão entre autoridades do Judiciário e do Legislativo tem sido tema recorrente nas últimas semanas, impactando o ritmo de julgamentos e decisões nos órgãos superiores.
- Assunto: MPF analisa mensagens atribuídas a Paulo Gonet em investigações envolvendo o Banco Master.
- Local/Âmbito: Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF), Brasil.
- Data: Sessão marcada para as 10h da próxima sexta-feira (25).
- Impacto: possível afastamento de Gonet se irregularidades forem identificadas; pauta inclui ADPF, ADIs e questões de ICMS no âmbito estadual.
O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) vai avaliar se mensagens atribuídas ao procurador-geral da República, Paulo Gonet contêm indícios de comprometimento da imparcialidade em investigações que envolvem o Banco Master, segundo relatos descritos na apuração em curso. A sessão extraordinária está prevista para as 10h da próxima sexta-feira (25), conforme a pauta divulgada. A avaliação decorre de uma representação apresentada por parlamentares do Partido Novo, que solicitam o afastamento de Gonet e a atuação da subprocuradoria da PGR no caso.
Além disso, constam da agenda ADPF 557, que trata do uso do subsídio do procurador-geral da República como referência para a remuneração de membros do Ministério Público e a aplicação de reajustes, bem como o ARE 1490466, sobre a remuneração dos procuradores municipais. A pauta também inclui o ADPF 1218, que discute a extensão de vantagens concedidas pelo Cruesp a empregados de universidades estaduais paulistas.
Outras ações em análise são as ADIs 7822, 7830, 7844 e 7848, que questionam benefícios fiscais de ICMS instituídos pelo Decreto 65.255/2020 em São Paulo, discutindo isenções sem a devida aprovação de outros entes da Federação e pontuando possíveis impactos no pacto federativo, na integração nacional e nas desigualdades regionais. Conforme a matéria, a expectativa é que as decisões contribuam para entender impactos institucionais de políticas públicas.
Ainda está prevista a análise, pelo Conselho Superior do MPF, de menções ao procurador-geral da República Paulo Gonet em mensagens atribuídas ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. A reunião está marcada para as 10h da próxima sexta-feira (25). O objetivo é verificar se os registros levantados pela Polícia Federal comprometem a imparcialidade de Gonet na condução dos casos envolvendo a instituição financeira.
O texto reforça que o procedimento teve início na primeira semana de setembro, após a representação de parlamentares do Partido Novo. Eles pedem o afastamento de Gonet e a atuação da subprocuradoria da PGR no caso. A possibilidade de abertura de uma investigação sobre as mensagens depende da identificação de irregularidades pelo relator do Conselho, o subprocurador-geral da República Francisco de Assis Sanseverino.

