Resumo: Vídeo de reunião ministerial de 2020 mostra o ex-ministro Paulo Guedes defendendo a legalização de cassinos para maiores de idade. O material, liberado pelo STF, volta a repercutir após a assinatura da MP 1.394/2026 pelo governo, que proíbe apostas online e cassinos virtuais no Brasil, com justificativa de proteger saúde pública e orçamento familiar.
Um vídeo da reunião ministerial de .abril de 2020 voltou a circular nas redes sociais ao exibir uma defesa explícita da legalização dos jogos de azar, incluindo cassinos, para maiores de idade. A gravação foi liberada pelo STF e apresenta o ex-ministro da Economia Paulo Guedes defendendo a abertura de cassinos como parte de uma visão de liberdade econômica, com o Estado mantendo menos intervenção sobre decisões financeiras individuais.
Em trecho comentado pela recuperação do material, Guedes sustenta que a regulamentação deveria ocorrer sem barreiras excessivas, reiterando a ideia de uma atuação econômica mais desregulamentada. Durante a fala, ele afirma: “É só maior de idade, o cara entra, deixa a grana lá, bebe, sai feliz da vida, deixa cada um se f*der!
A gravação surge justamente às vésperas de uma decisão do governo federal. Na sexta-feira (25), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) assinou a Medida Provisória 1.394/2026, que proíbe as operações de apostas online (bets) e cassinos virtuais no Brasil. A MP veta funcionamento, novos depósitos, publicidade e patrocínio dessas plataformas, ampliando o conjunto de restrições já em vigor.
O governo justificou a MP afirmando que o vício associado às plataformas de jogos afeta a saúde mental e o orçamento das famílias, comparando o cenário a uma epidemia de crack. A medida visa reduzir impactos sociais, especialmente entre comunidades vulneráveis, ao restringir o acesso e a promoção de jogos de azar pela internet.
Apesar de o vídeo ter sido produzido há anos, a divulgação recente reacende o debate sobre liberdade econômica versus regulação estatal no Brasil. A gravidade dos temas em jogo — consumo, saúde pública e impactos familiares — impulsiona a chamada para uma avaliação cuidadosa de políticas públicas e de como decisões históricas podem dialogar com medidas regulatórias recentes.

