Resumo jornalístico: Carla Zambelli solicita salvo-conduto ao STF para retornar ao Brasil e votar na mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata do PL de São Paulo. Petição protocolada na segunda-feira (22) sustenta que, apesar de mandados de prisão em aberto, a Justiça italiana negou a extradição, citando dúvidas sobre a imparcialidade da Primeira Turma do STF. A defesa aponta risco de prisão na entrada, permanência ou saída do país e pede tutela da liberdade de locomoção. O documento também menciona investigação contra o ministro Alexandre de Moraes no caso Banco Master, ainda sem votação pelo plenário.
Brasil: A ex-deputada Carla Zambelli pediu ao STF um salvo-conduto para retornar ao Brasil e votar na mãe, Rita Luzia Zambelli Salgado, candidata a deputada federal pelo PL de São Paulo. A peça, protocolada na segunda-feira (22), afirma que, embora haja mandados de prisão em aberto contra a ex-parlamentar, a Justiça italiana negou a extradição ao Brasil, alegando dúvidas sobre a imparcialidade da Primeira Turma do STF, colegiado que a condenou em duas ocasiões. A defesa também aponta o envolvimento do caso com o ministro Alexandre de Moraes, relator dos processos de Zambelli, cuja idoneidade é questionada no âmbito do caso Banco Master, que ainda não foi apreciado pelo plenário.
RELEMBRE O CASO
A ex-deputada, ainda filiada ao PL de São Paulo, foi condenada a 10 anos de prisão pela Primeira Turma do STF em 2025, pelos crimes de invasão de sistema informático e falsidade ideológica. A decisão a classificou como autora de uma invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2022, com a finalidade de inserir um mandado de prisão falso contra Moraes, alegadamente para desmoralizar o Judiciário diante das eleições presidenciais.
Ainda em 2025, Zambelli recebeu outra condenação do STF, desta vez a 5 anos e 3 meses de prisão, com regime inicial semiaberto, por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, relacionado à perseguição do jornalista Luan Araújo pelas ruas de São Paulo, dias antes da segunda eleição presidencial de 2022.
Após a primeira condenação, a ex-deputada utilizou passaporte europeu para viajar aos Estados Unidos e, depois, à Itália, onde solicitou refúgio por perseguição política. Em Roma, chegou a ser presa a pedido do STF; a primeira instância italiana havia autorizado a extradição, mas a decisão foi cassada por tribunal de apelação, que contestou a atuação de Moraes, que figura como juiz e vítima no mesmo processo.

