Resumo:
San Isidro, Argentina — Advogado de Diego Maradona solicita penas de até 16 anos para médicos e profissionais de saúde ligados à morte do ex-jogador, em alegações finais no processo em San Isidro.
Principais envolvidos: Leopoldo Luque, Nancy Forlini, Agustina Cosachov, Carlos Díaz e Matías Morla.
Contexto: homicídio com dolo eventual; pedido de prisão imediata em caso de condenação.
Observação: caso também prevê investigação sobre Morla e associados por suspeita de abandono de pessoa seguido de morte.
San Isidro, Argentina — O advogado Mario Baudry, representante de Diego Fernando Maradona, filho mais velho do ex-jogador argentino, solicitou penas de até 16 anos de prisão para médicos e profissionais de saúde acusados de envolvimento na morte de Diego Armando Maradona. A petição foi apresentada na última terça-feira (13), durante as alegações finais do julgamento realizado em San Isidro.
Entre os pedidos, Baudry pediu 16 anos de prisão para o neurocirurgião Leopoldo Luque, que acompanhava o ex-jogador, e para Nancy Forlini, coordenadora da assistência médica. Para a psiquiatra Agustina Cosachov, a pena solicitada foi de 14 anos, enquanto o psicólogo Carlos Díaz poderia receber 12 anos, caso a Justiça acolha a recomendação.
As solicitações chegam em patamar superior ao que já havia sido apresentado pelo Ministério Público argentino, que inicialmente havia pedido 12 anos para Luque, 10 anos para Forlini e 8 anos para Cosachov. Baudry também requereu a prisão imediata dos quatro profissionais em caso de condenação.
Durante a apresentação, o advogado sustentou que os profissionais responsáveis pelo atendimento domiciliar tinham conhecimento dos riscos envolvidos e que a morte poderia ter sido evitada. A acusação continua sob a classificação de homicídio com dolo eventual, quando há consciência do risco de provocar a morte.
Além dos quatro médicos, Baudry solicitou quatro anos de prisão para integrantes da equipe de enfermagem. O advogado também pediu a abertura de uma investigação sobre Matías Morla, ex-representante de Maradona, e pessoas ligadas a ele, por suspeita de abandono de pessoa seguido de morte.

