Resumo — Áudio vazado aponta coerção eleitoral em Feira de Santana para votar em Flávio Bolsonaro (PL). Envolve o vereador Marcos Lima (UNIÃO) e cita o prefeito Zé Ronaldo (UNIÃO). Lula (PT) venceu a eleição municipal na região, com 57,13% (194.272 votos) no Portal do Sertão Baiano. Lima nega autoria; diz que a gravação pode ter sido gerada por IA. Galeguinho (UNIÃO) sustenta a medida. Fonte: De Olho na Cidade, parceiro do PrimeiroJornal. Palavras-chave: áudio vazado; coerção eleitoral; Feira de Santana; Marcos Lima; UNIÃO; Flávio Bolsonaro; Lula; Portal do Sertão Baiano; De Olho na Cidade.
Feira de Santana, Bahia — Um áudio vazado, divulgado de forma anônima, reproduz a voz do vereador e presidente da Câmara Municipal de Feira de Santana, Marcos Lima (UNIÃO), coagindo funcionários da assessoria a votarem no senador Flávio Bolsonaro (PL) para a presidência da República, sob ameaça de perder o cargo ocupado na instituição.
Histórico de oposição entre gestores locais não impediu que o PT conquistasse a preferência do eleitorado local: Lula venceu em Feira de Santana, no que é descrito como o Portal do Sertão Baiano, com 194.272 votos e 57,13% dos votos válidos.
Em trecho do áudio, Lima afirma: “Fiquem sabendo que o União Brasil é de direita e vota no 22 [número de Flávio]. Então é importante eu passar para vocês, porque, caso aconteça alguma coisa que os prejudique, vocês estarão sabendo que não foi por falta de aviso”, frase que integra a suposta estratégia de pressão para favorecer o candidato do partido.
O site De Olho na Cidade, identificado como fonte, informou que o parlamentar negou a autoria da gravação e informou que pode ter sido gerada por inteligência artificial. A reportagem também aponta que a denúncia envolve práticas de coerção associadas a campanhas eleitorais, com implicações legais potenciais.
Ainda segundo o material, o vereador Galeguinho (UNIÃO) apoiou a prática em entrevista ao Rádio Sociedade News, de Feira de Santana, afirmando que a medida decorre de uma “situação de sobrevivência” política. “Um assessor que trabalha comigo e não comunga com a minha ideologia política não serve para estar do meu lado…”, declarou o parlamentar, reforçando a visão de que a coação seria justificada segundo a linha partidária.
