Resumo rápido: Discussão sobre reforma eleitoral que prevê distritório em 2030 e voto distrital misto em 2034, abrindo mudanças para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores. Envolve líderes partidários e Hugo Motta, presidente da Câmara, com meta de votação ainda em 2026; coalizão busca apoio entre diversas siglas.
Líderes partidários e o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), reuniram-se nesta quarta-feira (28) para tratar de uma proposta de reforma eleitoral que altera o sistema de escolha de deputados e vereadores, com a finalidade de viabilizar a apreciação do texto ainda em 2026.
A proposta estabelece uma transição entre modelos eleitorais, com a adoção do chamado distritório em 2030 e a implantação do voto distrital misto a partir de 2034. As mudanças atingiriam eleições para deputados federais, estaduais, distritais e vereadores.
No distritório, as vagas ficam com os candidatos mais votados individualmente em cada estado. Já no modelo misto, metade das cadeiras seria preenchida por representantes eleitos nos distritos, enquanto a outra metade viria de listas partidárias.
A discussão reúne representantes de PP, União Brasil, Republicanos, MDB, PSD, PSDB, Cidadania, Podemos e PSB. O grupo ainda busca apoio de outras siglas, incluindo PT, PCdoB, PV, Rede, PSOL, PL e Novo. Motta também pretende conversar com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
Paralelamente, o presidente da Câmara anunciou a criação de um grupo de trabalho para revisar as regras do Código Eleitoral sobre propaganda nas redes sociais. A previsão é que o colegiado funcione inicialmente por duas semanas, com a meta de votar as mudanças até o fim do ano.
