Defesa de Daniel Vorcaro solicita ao STF abertura de investigação sobre vazamento de conversas privadas do caso Master; documento é dirigido ao presidente da corte, Edson Fachin.
Advogados apontam um “processo de linchamento público” e questionam veracidade e origem dos diálogos divulgados.
Vorcaro permanece preso no presídio da Papuda, alvo da Operação Compliance Zero da PF, que apura fraudes no Banco Master e tentativa de compra pelo BRB.
A defesa do ex-banqueiro Daniel Vorcaro encaminhou ao STF uma petição solicitando a abertura de investigação para apurar o vazamento de conversas privadas que integram os autos do caso Master. O documento foi dirigido diretamente ao presidente da corte, ministro Edson Fachin.
Na petição, os advogados sustentam que o investigado vem sofrendo um “processo de linchamento público” provocado pela exposição de detalhes de sua vida íntima e de conversas mantidas com seus advogados. De acordo com a defesa, os diálogos tornaram-se públicos sem qualquer validação sobre sua veracidade, idoneidade ou a forma como foram obtidos, o que classificam como um episódio sem precedentes na história do país.
Os defensores alegam ainda que os trechos vazados não podem ser utilizados para embasar novas apurações ou investigações contra o ex-banqueiro. Segundo a equipe jurídica, a única medida legal cabível diante do vazamento é a instauração de um inquérito policial para identificar e responsabilizar criminalmente os envolvidos.
Daniel Vorcaro foi preso em março e permanece custodiado no presídio da Papuda, no Distrito Federal. Ele é um dos alvos da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal (PF). A investigação apura supostas fraudes financeiras no Banco Master e a tentativa de compra da instituição pelo Banco Regional de Brasília (BRB), banco público vinculado ao Governo do Distrito Federal.

