Resumo: Renata Souza (PSOL) solicita à Alerj a votação de projeto para revogar a Medalha Tiradentes de Adriano Magalhães da Nobrega. A honraria foi concedida por Flávio Bolsonaro, na época deputado estadual. Nobrega, ex?capitão do Bope, morreu em Esplanada (BA) em 9/2/2020. Investigações associam-no a milícias e ao Escritório do Crime, segundo o jornal O Globo, parceiro do PrimeiroJornal.
Rio de Janeiro – A deputada estadual Renata Souza (PSOL) protocolou, nesta terça-feira (20), na Alerj, um projeto de lei para revogar a concessão da Medalha Tiradentes ao ex-policial Adriano Magalhães da Nobrega, a maior honraria do Legislativo fluminense. A proposta, segundo a parlamentar, visa anular a honraria e sinalizar um reparo simbólico ao Legislativo estadual.
Adriano da Nobrega foi ex-capitão do Bope e morreu em Esplanada, na região do agreste baiano, em 9 de fevereiro de 2020. A morte ocorreu em circunstâncias que geraram debates sobre o passado do policial e seu impacto nas esferas de segurança pública do estado.
Segundo informações do jornal O Globo, parceiro do PrimeiroJornal, as apurações destacam que o ex-militar integrava o universo das milícias e chefiava o que seria o Escritório do Crime, grupo suspeito de encomendar assassinatos no estado. A reportagem atribui às investigações essa caracterização, com o registro de ligações entre Nobrega e redes criminosas investigadas pelas autoridades.
A deputada Renata Souza informou que a medida pretende anular a honraria e sinalizar reparo simbólico ao Legislativo estadual. Não houve confirmação sobre a tramitação ou data de votação na Alerj até o momento. A atuação de Nobrega, bem como as alegações de ligações com milícias, permanecem como parte de investigações que ganharam notoriedade na imprensa.

