Dieese afirma que o “tesouraço” de Flávio pode eliminar 2,2 milhões de empregos e tirar R$ 68 bi dos trabalhadores

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo Jornalístico

  • DIEESE aponta que até 2,2 milhões de empregos podem ser eliminados no Brasil em cenário de cortes orçamentários propostos em caso de vitória do candidato Flávio Bolsonaro.
  • R$ 194 bilhões em 18 meses poderiam reduzir o PIB em R$ 203,1 bilhões (aproximadamente 1,55%), afetando consumo e serviços públicos.
  • 0,91% em 2027; no pessimista, queda de 0,15% do PIB e desemprego entre 5,8 e 7,4 milhões.
  • 7% e a cidade precisaria gerar cerca de 1,33 milhão de empregos por ano apenas para acompanhar o crescimento populacional.

Brasil — Um estudo do DIEESE, elaborado a pedido de centrais sindicais, aponta que até 2,2 milhões de empregos podem ser eliminados no país caso o candidato Flávio Bolsonaro vença as eleições e implemente um pacote de cortes orçamentários de aproximadamente R$ 200 bilhões. A divulgação ocorreu nesta semana, e a análise avalia impactos sobre consumo, renda, empregos e financiamento de serviços públicos.

No cenário hipotético em que o governo liderado pelo mesmo candidato adotasse medidas de ajuste, o DIEESE estima que a renda dos trabalhadores poderia recuar em cerca de R$ 68 bilhões já em 2027, reduzindo o poder de compra das famílias e o consumo.

O estudo também projeta que um corte de R$ 194 bilhões em 18 meses, com R$ 116,9 bilhões no primeiro ano, impactaria o PIB em R$ 203,1 bilhões, correspondendo a uma queda de aproximadamente 1,55% em relação ao cenário sem cortes. A entidade alerta que tal movimento atingiria diretamente o consumo, a geração de empregos e a capacidade de financiar serviços públicos.

Mesmo sob o cenário mais favorável, as projeções indicam crescimento de apenas 0,91% em 2027, abaixo dos 2,46% projetados no Orçamento, antes dos efeitos do ajuste. No cenário pessimista, com uma taxa inicial de crescimento de 1,4%, o país poderia registrar retração de 0,15% do PIB, levando a uma elevação do desemprego de 5,8 milhões para até 7,4 milhões, com a taxa chegando a 7%.

Para acompanhar o crescimento da força de trabalho, o estudo estima que o Brasil precisaria gerar, em média, 1,33 milhão de empregos por ano; com os cortes, esse patamar fica ainda mais desafiador.

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