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Dólar encerra o pregão em R$ 5,44 com a maior valorização semanal desde 2008

Dólar encerra o pregão em R$ 5,44 com a maior valorização semanal desde 2008
Dólar encerra o pregão em R$ 5,44 com a maior valorização semanal desde 2008

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Resumo: Em 30 de outubro de 2026, o dólar fechou em alta de 1,09%, a R$ 5,446 (maior fechamento de 2026); o Ibovespa caiu 0,75% para 167.921,80 pontos. Na semana, dólar subiu ~9% e Ibovespa caiu ~18%; em outubro, dólar avançou 5,27% e Ibovespa recuou 9,88%. O movimento acompanha eleições e debates sobre política fiscal, além de volatilidade global.

Brasil – Em 30 de outubro de 2026, o mercado financeiro nacional registrou mais volatilidade, com o dólar comercial em alta e a bolsa de valores em queda, no que especialistas classificam como ajustes após a leitura inicial dos cenários fiscais do governo eleito. O dólar fechou em R$ 5,446, alta de 1,09%, enquanto o Ibovespa encerrou aos 167.921,80 pontos, queda de 0,75%.

Agência Brasil - imagem ilustrativa
Agência Brasil - imagem ilustrativa

Ao longo da semana, a valorização do dólar esteve acima de 9%, a maior desde a crise financeira de 2008. O Ibovespa, por sua vez, registrou a pior queda semanal desde março de 2020, quando a pandemia de covid-19 atingiu fortemente as bolsas globais. O comportamento reflete a incerteza sobre a política fiscal brasileira e as medidas que poderão surgir com a nova equipe econômica.

No cenário doméstico, o mercado acompanhou os desdobramentos da política fiscal e da definição da equipe econômica do governo eleito. Em termos internacionais, o recuo de ações de grandes companhias de tecnologia e de setores de inteligência artificial contribuiu para a pressão sobre o dólar e para o sentimento de aversão a risco entre ativos emergentes.

Números do dia

  • Dólar à vista: R$ 5,446 (+1,09%);
  • Máxima do dia: R$ 5,463, por volta das 16h;
  • Ibovespa: 167.921,80 pontos (-0,75%);
  • Dólar na semana: +9,15%;
  • Ibovespa na semana: -18,12%;
  • Dólar em outubro: +5,27%;
  • Ibovespa em outubro: -9,88%.

Câmbio

O dólar comercial fechou a sexta-feira em alta de 1,09%, cotado a R$ 5,446, no maior valor de fechamento de 2026. Durante a sessão, a moeda chegou a R$ 5,463, antes de recuar parte dos ganhos.

Na semana seguinte ao segundo turno das eleições, o dólar acumulou alta de 9,15%, movimento que representa a maior valorização semanal desde outubro de 2008, durante a crise financeira internacional.

Em outubro, o dólar avançou 5,27%. Com isso, acumula valorização de 0,81% no ano.

Parte da volatilidade registrada na primeira metade do pregão esteve relacionada à formação da Ptax de fim de mês, taxa calculada pelo Banco Central para liquidação de contratos futuros de câmbio. A pressão sobre o real também foi influenciada pela reavaliação das posições dos investidores após o resultado eleitoral, com atenção à definição da equipe econômica do próximo governo e a adoção de medidas sobre as contas públicas.

Bolsa acumula perdas

O Ibovespa encerrou o pregão em queda de 0,75%, aos 167.921,80 pontos. O resultado fez do dia o quinto pregão consecutivo de baixa do principal índice da bolsa brasileira.

Na semana, o índice caiu 18,12%, a maior sequência de baixas desde o início da pandemia em 2020.

No mês de outubro, o Ibovespa recuou 9,88%, o pior desempenho desde junho de 2022, quando a queda havia sido de 11,5%.

Analistas observam que o mercado permanece sensível a novidades sobre políticas fiscais, decisões de política econômica e à evolução do cenário externo, incluindo tendências de juros e investimentos em tecnologia.

Resumo: Após a reeleição de Lula, ativos brasileiros operaram com volatilidade. No primeiro pregão após o resultado, na segunda-feira (26), o índice acionário caiu e acionou o circuit breaker, interrompendo temporariamente as negociações. Nos três primeiros pregões da semana, houve retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões de recursos estrangeiros. No exterior, o S&P 500 caiu 1,82% em Nova York e o dólar subiu 0,01%, para 101,890 pontos.

Segundo informações divulgadas pela Reuters, parceira do PrimeiroJornal, o mercado brasileiro enfrentou turbulência logo no início do ciclo político, com traders ajustando posições diante de novas perspectivas econômicas e fiscais.

Ao longo da semana, a saída de recursos estrangeiros contribuiu para pressionar os ativos. Dados da B3 indicam retirada líquida de quase R$ 7,6 bilhões do mercado secundário de ações nos três primeiros pregões, demonstrando o impacto de fluxos de capitais sobre o ambiente doméstico.

No cenário externo, o mercado avaliou um contexto global de cautela, com os investidores atentos às perspectivas para empresas de tecnologia dos EUA, inflação e política de juros internacionais, fatores que costumam influenciar fluxos de capitais para mercados emergentes.

Em Nova York, o S&P 500 encerrou o dia com baixa de 1,82%, puxado pelos resultados de grandes companhias de tecnologia e pelos temores de aceleração no ritmo de adoção de inteligência artificial nos próximos trimestres.

No câmbio, o dólar operou em alta moderada, com o índice registrado em 101,890 pontos, avanço de 0,01% às 17h31 (horário de Brasília), refletindo o ambiente mais precavido entre investidores internacionais.

As informações foram obtidas junto à Reuters, parceira do PrimeiroJornal.

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