- Dólar encerrou em R$ 4,993, queda de 0,92% (sexta-feira, 23).
- Ibovespa fechou aos 205.082,56 pontos, alta de 0,47%.
- Petróleo Brent: US$ 116,72/barril (+3,13%); WTI: US$ 103,27 (+3,82%).
- Mercado acompanha segundo turno das eleições e tensões no Oriente Médio.
Brasil — O dólar fechou a sessão de sexta-feira (23) em queda de 0,92%, cotado a R$ 4,993, na véspera do segundo turno das eleições presidenciais, enquanto a bolsa brasileira registrou alta com o Ibovespa fechando aos 205.082,56 pontos, avanço de 0,47%.
Crédito: Agência Brasil
Crédito: Agência Brasil
O câmbio encerrou a sessão com o dólar na referência de R$ 4,993, após tocar a mínima de R$ 4,989. A cotação ficou no menor patamar desde 9 de outubro, quando encerrou em R$ 4,985. Na semana, a moeda acumulou desvalorização de 1,58%, após ganhos na semana anterior.
O movimento ocorreu no último pregão antes do segundo turno das eleições presidenciais, com investidores ajustando posições diante da expectativa pelo resultado entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL).
Entre ações e commodities, o Ibovespa terminou em alta de 0,47%, com o volume financeiro na sessão atingindo cerca de R$ 30,7 bilhões. O petróleo respondeu aos desdobramentos geopolíticos, com o Brent encostando em US$ 116,72 por barril (alta de 3,13%) e o WTI em US$ 103,27 (alta de 3,82%). Na semana, Brent avançou 6,24% e WTI, 4,29%.
O dólar manteve o tono externo, com o índice DXY, que mede a força do dólar ante uma cesta de moedas fortes, subindo 0,19% para 101,799 pontos por volta das 17h. O desempenho das ações brasileiras ficou entre as melhores entre as divisas globais, mesmo com a valorização do dólar no exterior.
Petróleo — O movimento de alta foi sustentado pela possibilidade de agravamento dos conflitos no Oriente Médio. O Irã avisou que pode responder a eventuais ataques dos Estados Unidos e de Israel com ações contra bases militares, navios de guerra e outros alvos em países vizinhos do Golfo Pérsico. Simultaneamente, confrontos entre houthis e Arábia Saudita aumentaram as preocupações com a segurança regional.
Nos Estados Unidos, o Departamento de Energia autorizou medidas envolvendo a Reserva Estratégica de Petróleo para apoiar o abastecimento diante de perdas de estoques e de possíveis interrupções no mercado.
Informações da Reuters, parceira do PrimeiroJornal.
