Resumo: O TSE registra volume recorde de ações sobre a disputa presidencial, com 804 processos até a noite de 21, segundo levantamento do g1. Temas vão de uso de WhatsApp vinculado a campanhas e limites para deepfakes a propaganda eleitoral. Em 13 de outubro, Lula e Bolsonaro reuniram-se para frear a judicialização; o canal Exército do Lula, criado por André Janones, atingiu 7,5 milhões de participantes e foi vinculado às redes de Lula após decisão judicial.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) vem enfrentando um volume sem precedentes de casos ligados à disputa pela Presidência. Segundo levantamento do g1, o órgão registrava, até a noite desta quarta-feira (21), ao menos 804 ações recebidas, mais que o dobro do total observado nos mesmos períodos de 2022 (325) e 2018 (388).
Entre os principais temas em debate, estão a definição de quando um canal de WhatsApp deve ser oficialmente vinculado a uma campanha e os limites para o uso de deepfakes, conteúdos gerados por inteligência artificial com alto grau de realismo.
13 de outubro, após o primeiro turno, o TSE reuniu as campanhas de Lula e Bolsonaro para tratar de frear a judicialização da disputa. Na ocasião, as equipes concordaram em abrir mão de representações da pré-campanha e de pedidos de direito de resposta relacionados ao primeiro turno.
Mesmo assim, a disputa jurídica entre as candidaturas de Lula (PT) e Flávio Bolsonaro (PL) se intensificou no segundo turno, com debates sobre estratégias nas redes sociais e a distribuição de conteúdos via WhatsApp.
No episódio envolvendo o canal Exército do Lula, criado pelo deputado federal reeleito André Janones (Rede-MG), a plataforma chegou a contabilizar 7,5 milhões de participantes. O canal chegou a ser derrubado por decisão do ministro Nunes Marques, mas foi oficialmente vinculado às redes de campanha de Lula após a disputa judicial.
As informações são uma síntese de levantamentos divulgados pelo g1, parceiro na apuração deste núcleo informativo.
