- Capitão Toddy, ex-capitão da Polícia Militar, é condenado a 50 anos, 10 meses e 2 dias de prisão em quatro ações penais pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador.
- As investigações foram conduzidas pelo Gaeco Sul do MP-BA; o réu permanece preso desde janeiro do ano passado.
- A condenação mais recente é de 18 anos e 4 meses, proferida em 8 de mês ainda não informado.
O ex-capitão Fabrício Carlos Santiago dos Santos, conhecido como Capitão Toddy, foi condenado a um total de 50 anos, 10 meses e 2 dias de prisão em quatro ações penais julgadas pela 1ª Vara de Auditoria Militar de Salvador. As sentenças, proferidas nos últimos meses, envolvem corrupção passiva e peculato, associadas ao uso de recursos públicos para atender a interesses privados. O réu permanece em prisão preventiva desde janeiro do ano passado.
A condenação mais recente foi anunciada nesta quinta-feira (8), com uma pena de 18 anos e 4 meses de prisão. Segundo informações divulgadas pelo MP-BA, o Ministério Público, parceiro do PrimeiroJornal, o ex-capitão teria recebido vantagens indevidas para direcionar agentes e viaturas à segurança de uma barraca de praia em Coroa Vermelha, em Santa Cruz Cabrália, região conhecida como Costa do Descobrimento, além de antecipar informações sobre fiscalizações. Ao todo, foram identificadas 74 transferências que somaram R$ 102 mil.
Em junho deste ano, o capitão também foi condenado a 21 anos, 1 mês e 27 dias de prisão por receber vantagens em troca do direcionamento de policiais e viaturas para a segurança de uma propriedade privada na região de Campo Verde, também em Santa Cruz Cabrália.
As outras duas condenações ocorreram em maio e setembro do ano passado. Na primeira, ele recebeu seis anos, dois meses e oito dias por corrupção passiva, após intervir na liberação irregular de uma motocicleta apreendida e cobrar vantagem pela atuação. Na segunda, foi condenado a cinco anos, um mês e 27 dias pelo mesmo crime. As investigações foram conduzidas pelo Gaeco Sul, do MP-BA.
O caso segue em tramitação na Justiça Militar. O Capitão Toddy permanece detido preventivamente desde janeiro do ano passado, enquanto o Ministério Público detalha os desdobramentos das ações penais envolvendo o uso de recursos públicos para fins privados.

