Prisão de farmacêutica do Hospital Irmã Dulce em operação contra tráfico de cocaína de grande porte em Salvador

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo Jornalístico
Farmacêutica do Hospital Irmã Dulce é presa em Salvador durante a Operação Leakage, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia. Ao todo, nove prisões e 37 mandados de busca foram cumpridos na Bahia e no Paraná. Justiça bloqueia até R$ 25 milhões em bens, incluindo 11 veículos vinculados ao grupo. Organização movia cocaína do Paraguai para Salvador e o interior baiano.
Palavras-chave: Operação Leakage; PC-BA; Denarc; 3ª DTE/BTS; Cocaína; Paraguai; Salvador; Bahia; Paraná; Prisões; Bloqueio de bens.

Salvador recebeu, na manhã desta quarta-feira, 7, a prisão de Malena Santos de Moura, farmacêutica do Hospital Irmã Dulce, durante a Operação Leakage, deflagrada pela Polícia Civil da Bahia (PC-BA). A detenção ocorreu quando a profissional chegava para cumprir expediente na unidade de saúde, vinculada à investigação de uma organização criminosa envolvida no transporte, armazenamento e distribuição de cocaína em grande escala.

Ao todo, a operação cumpriu nove mandados de prisão e 37 mandados de busca e apreensão, com ações distribuídas pela Bahia e pelo Paraná. Na Bahia, as ordens atingiram bairros de Salvador — Stella Maris, Gamboa, Itapuã, Cidade Nova, São Caetano e Engenho de Brotas — além de Lauro de Freitas, Camaçari e Feira de Santana. No estado vizinho, os mandados foram cumpridos em Cascavel.

Segundo informações divulgadas pelo portal G1, parceiro do PrimeiroJornal, a Justiça determinou o bloqueio de até R$ 25 milhões em bens dos investigados, incluindo a restrição sobre 11 veículos. A medida busca interromper o funcionamento da organização criminosa e dificultar a continuidade do tráfico.

As investigações, conduzidas pelo Denarc, por meio da 3ª Delegacia de Tóxicos e Entorpecentes (3ª DTE/BTS), apontam que o grupo movia toneladas de cocaína mensalmente. A droga era adquirida em grandes lotes no Paraguai e transportada até o Paraná, de onde seguia para Salvador e para o interior baiano, abastecendo diferentes facções criminosas.

Para dificultar a identificação e o rastreamento, a organização alugava dezenas de imóveis, galpões e automóveis. Os galpões funcionavam como depósitos para o armazenamento das substâncias, enquanto os veículos alugados eram usados no transporte das cargas.

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