Resumo: Salvador, Bahia, sediou a oitava edição do Festival Sangue Novo, marcada por manifestações políticas de apoio a Lula (PT) e contra Bolsonaro (PL). Destaques do lineup incluíram apresentações de Céu e Juliana Linhares; polêmicas envolvendo Bia Soull; e simbologia do PT em Rachel Reis. O evento reforça a busca por representatividade, com ampla participação de mulheres, LGBTQIAPN+ e artistas pretos e pardos.
Salvador, Bahia – Faltando uma semana para o segundo turno da eleição, a oitava edição do Festival Sangue Novo foi palco de manifestações políticas em favor da reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e contra a candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Artistas declararam apoio ao presidente, em meio a discursos e intervenções no formato do evento.
No sábado, 17, artistas como Céu, Juliana Linhares, Zaynara e Zé Ibarra subiram ao palco, promovendo discursos em defesa da democracia e recebendo a multidão com aplausos e cantos de apoio a Lula. O rapper Getúlio Abelha chamou atenção ao vestir uma camiseta vermelha com o número 13 e exibir o rosto da deputada Erika Hilton no centro da peça.
A cantora Bia Soull protagonizou um dos momentos mais polêmicos da noite ao simular um ritual com círculo de velas e um boneco de pano que trazia o rosto de Bolsonaro. Ela exibiu o boneco ao público e, em seguida, realizou punhaladas simuladas com adagas cenográficas, gerando debate sobre os limites da encenação artística.
Outra atração que chamou a atenção foi a baiana Rachel Reis, que manteve a cor vermelha destacada no telão e exibiu uma estrela vermelha com o número 13, símbolo do PT. Rachel chegou ao Sangue Novo após participar de um ato promovido pela cantora Daniela Mercury na região da Barra, em Salvador.
O Festival Sangue Novo é reconhecido como um dos principais palcos da cena alternativa, com a programação enfatizando a diversidade: cerca de 80% das atrações são lideradas por mulheres, pessoas LGBTQIAPN+ e artistas pretos e pardos, consolidando a proposta de representatividade que permeia o evento.

