França registra o primeiro caso humano do vírus Shamonda; vítima tinha doença grave prévia e faleceu em outubro.
A pandemia local é monitorada pela ECDC e pela WOAH; não há risco aparente à população.
Vírus transmitido por mosquitos, com histórico de infecção em bovinos; não existe vacina disponível.
Informação baseada em reportagem da Reuters (Makini Brice, Jennifer Rigby) e Agência Brasil.
França confirmou o primeiro caso humano do vírus Shamonda, tradicionalmente associado a animais, em um paciente que morreu no início de outubro. Autoridades ressaltam que, no momento, não há risco conhecido para a população em geral.
O vírus, transmitido por mosquitos, já foi identificado em bovinos e, em menor medida, em cavalos, alpacas, ovelhas e cabras, segundo a WOAH (Organização Mundial de Saúde Animal).
O Centro Europeu de Prevenção e Controle de Doenças (ECDC) informou que acompanha o caso em cooperação com autoridades francesas e parceiros europeus para avaliar possíveis impactos na saúde pública.
A hipótese principal é de que a infecção tenha ocorrido no leste da França, região onde o vírus circulou entre animais na primavera e no verão. A vítima apresentava comorbidades que a tornavam mais suscetível à infecção, e as investigações visam confirmar se o Shamonda causou ou contribuiu para a morte.
Não há vacinas comerciais disponíveis contra o Shamonda, segundo a WOAH.
O Shamonda foi identificado pela primeira vez na Nigéria, na década de 1960, e chegou à Europa no fim de julho, após testes genômicos em bovinos doentes na Alemanha, Suíça e no leste da França. Relatórios de vigilância indicam detecções também na Áustria, Bélgica, Irlanda, Itália, Liechtenstein, Luxemburgo, Holanda, Portugal, Eslovênia, Espanha e na ilha de Jersey, no Reino Unido.
Um estudo realizado em nove fazendas leiteiras na França mostrou que a produção de leite caiu até 75% nos rebanhos afetados.
As informações foram obtidas com base em reportagem da Reuters, com colaboração da Agência Brasil, e repassadas ao PrimeiroJornal para publicação.
