Resumo: Defesa de Victor Lima Sedlmaier solicita ao STF a revogação da prisão preventiva. Investigado, apontado como integrante do grupo hacker “Os Meninos”, pretende prestar novo depoimento à PF para colaborar com as investigações. Detenção ocorreu em 16 de maio no Aeroporto Internacional de Guarulhos, SP, após deportação dos Emirados Árabes Unidos, ligando-se à 6ª fase da Operação Compliance Zero. Em caso de soltura, defesa aponta medidas cautelares alternativas; se não, mantém pleito por cooperação com autoridades.
Guarulhos, SP — A defesa de Victor Lima Sedlmaier pediu ao STF a revogação da prisão preventiva, argumentando que o investigado está à disposição da Polícia Federal para detalhar os fatos e colaborar com as investigações em curso. Sedlmaier foi detido em 16 de maio ao desembarcar no Aeroporto Internacional de Guarulhos, vindo dos Emirados Árabes Unidos.
Conforme informações da CNN Brasil, parceira do PrimeiroJornal, o suspeito é apontado como integrante do grupo hacker conhecido como “Os Meninos”, acusado de ataques cibernéticos, invasões de dispositivos e monitoramento ilegal de alvos. A prisão ocorreu após a deportação de Emirados Unidos, e integra a 6ª fase da Operação Compliance Zero.
Na manifestação encaminhada ao STF, a defesa sustenta que o investigado está à disposição da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para detalhar os fatos. Embora não haja acordo de delação premiada nem confissão, o texto aponta abertura para tratativas reservadas caso haja interesse em negociar termos de cooperação.
Entre os fundamentos para a liberdade, os advogados alegam a necessidade de reavaliação periódica do decreto prisional, cujo prazo de 90 dias já transcorreram. Alegam, ainda, que a instrução criminal já conta com dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e documentos apreendidos que já passaram pela perícia, mitigando riscos à apuração.
Caso a soltura plena não seja acolhida, a defesa solicita a substituição da custódia cautelar por medidas alternativas, tais como o uso de tornozeleira eletrônica, a entrega do passaporte com proibição de saída do país e o comparecimento periódico em juízo.

