Resumo
Em Salvador, o Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim promove ação educativa pelo Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme. Palestras em enfermagem, psicologia, nutrição e serviço social ocorrem pela manhã e à tarde. Bahia apresenta alta incidência e volume de atendimentos.
Palavras-chave: doença falciforme, Bahia, Salvador, Hemoba, atendimentos ambulatoriais, Dia Nacional.
Salvador sedia, nesta terça-feira, uma ação educativa promovida pelo Centro Estadual de Referência às Pessoas com Doença Falciforme Rilza Valentim, ligado à Fundação Hemoba. A atividade, realizada no formato de sala de espera, integra a agenda do Dia Nacional de Luta pelos Direitos das Pessoas com Doença Falciforme e visa ampliar o acesso à informação e fortalecer o cuidado aos pacientes.
A programação ocorre em dois turnos, com palestras matutinas da Equipe de Enfermagem, Psicologia e Nutrição, começando às 8h30, 8h50 e 9h20, respectivamente. À tarde, as atividades seguem às 14h, com Enfermagem, Psicologia às 14h20 e Serviço Social às 14h40.
A iniciativa faz parte de um cenário de ampliação da assistência no estado. Desde 1º de outubro, o Hemocentro Regional de Vitória da Conquista passou a oferecer atendimento ambulatorial a pessoas com a doença. Na segunda-feira, 26, a unidade realizou uma roda de conversa sobre diagnóstico e tratamento.
Entre janeiro e setembro de 2026, a Hemoba registrou 28.223 atendimentos ambulatoriais especializados para pacientes com doença falciforme, enquanto em todo o ano de 2025 foram 30.049 atendimentos. Segundo o Ministério da Saúde, a Bahia concentra a maior incidência da doença no país, com cerca de 10 mil diagnósticos. A estimativa nacional é de aproximadamente 60 mil brasileiros com a condição; no estado, a doença atinge cerca de 1 a cada 650 nascimentos, frente à média brasileira de 1 a cada 1.000.
A doença falciforme é genética e hereditária, alterando o formato dos glóbulos vermelhos, o que pode causar anemia crônica e crises de dor. Além dos atendimentos, o centro promove capacitações a distância para profissionais de saúde do interior. Até o momento, as formações alcançaram equipes de 27 municípios, dois hospitais municipais e 22 unidades do sistema prisional baiano, com 565 inscritos.

