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Ministro afirma que incêndios no Amazonas indicam ação criminosa

Ministro afirma que incêndios no Amazonas indicam ação criminosa
Ministro afirma que incêndios no Amazonas indicam ação criminosa

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Resumo rápido:

Incêndios no Amazonas seriam provocados de forma intencional, com 540 focos em 48 horas.

Durante sobrevoo, o ministro João Paulo Capobianco e o ministro Waldez Góes identificaram chamas em áreas isoladas.

Dados do INPE apontam 494 novos focos no sábado, elevando o total para 540 em dois dias; 36 municípios em situação de emergência.

Ibama mobiliza 290 brigadistas e seis aeronaves; FAB envia dois KC-390 para apoio aéreo; SUS atua no atendimento médico.

Amazonas enfrenta uma onda de queimadas atribuídas a atuação humana intencional, em um bioma onde não existe fogo espontâneo. A constatação é do ministro do Meio Ambiente e Mudança do Clima, João Paulo Capobianco, que afirma que os focos são acesos deliberadamente para degradar a floresta e facilitar desmatamentos futuros. O estado registrou 540 novos focos de incêndio em apenas 48 horas.

Após realizar um sobrevoo em áreas florestais de difícil acesso ao lado do ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, Capobianco identificou a presença de chamas em locais isolados. Diante dos indícios de queimadas criminosas, o ministro enfatizou a necessidade de responsabilização rigorosa. “É fundamental que as pessoas que estão agindo criminosamente vejam que serão punidas”, afirmou.

O impacto das ações humanas na região refletiu-se em um salto nos dados do painel Queimadas, do INPE. Somente no sábado, 494 novos focos tiveram início no Amazonas. No mesmo dia do ano anterior, o INPE não havia registrado nenhum foco no estado. Os 540 focos acumulados em dois dias correspondem a mais da metade de todas as queimadas registradas em outubro do ano passado (874).

A fumaça gerada pelos incêndios degradou a qualidade do ar, levando a Defesa Civil de Manaus a emitir um alerta de risco à saúde. Devido à gravidade do cenário, a situação de emergência foi reconhecida em caráter sumário para 36 municípios amazonenses.

Uma operação integrada entre os governos municipal, estadual e federal foi montada para conter as chamas e punir os infratores. O Ibama mobilizou 290 brigadistas e seis aeronaves — quatro aviões Air Tractor com capacidade de lançar cerca de 3 mil litros de água cada e dois helicópteros. Além disso, a FAB enviou dois aviões KC-390 para reforçar o combate aéreo. A Força Nacional do SUS atua no atendimento médico, enquanto equipes de Defesa Civil coordenam ações de ajuda humanitária às famílias atingidas pela fumaça.

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