Influenciador preso em operação contra fraude digital
Resumo:
- Polícia Civil de Mato Grosso deflagra a operação Rede Oculta contra fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro.
- 20 mandados cumpridos em Cuiabá e Várzea Grande; prisões de influenciadora digital e cúmplices; prejuízo identificado acima de R$ 414 mil.
- Investigações apontam uso de redes sociais, anúncios falsos e golpes como parente e funcionário de banco.
- Movimentação de recursos via Pix, com frações em várias contas, desviando-se para aquisição de veículos de alto valor e joias.
Mato Grosso — Nesta quinta-feira (29/10), a Polícia Civil deflagrou a operação Rede Oculta, desdobramento da fase anterior iniciada em 27 de maio de 2024, para desarticular um grupo suspeito de fraudes eletrônicas e lavagem de dinheiro. A influenciadora Aryadna Cristina foi presa em Cuiabá; o companheiro, de 26 anos, e outro casal já havia sido detido, segundo as autoridades.
Ao todo, foram cumpridos 20 mandados judiciais em Cuiabá e Várzea Grande, incluindo 15 ordens de busca e apreensão. Além disso, houve o sequestro de veículos e decisões de quebra de sigilo telemático dos aparelhos apreendidos. Entre os alvos, um Toyota Corolla Cross híbrido foi sequestrado por ordem judicial, registrado em nome de terceiros, mas utilizado pelos investigados, conforme apurado pela polícia.
Segundo as investigações, o modus operandi envolvia vítimas abordadas pela internet por meio de redes sociais e anúncios de veículos falsos, além de golpes de falso parente e falso funcionário de banco. Os valores transferidos via Pix eram fracionados em várias contas de terceiros, em quantias inferiores a R$ 10 mil, para, depois, serem reunidos por um dos investigados e convertidos em veículos de alto valor e joias, frequentemente ostentados nas redes sociais.
O prejuízo identificado já soma R$ 414.093,00, com vítimas em Mato Grosso e estados como Rio de Janeiro e Pará. A apuração indica que uma das investigadas coordenava um subnúcleo do grupo e recrutava pessoas para ceder contas bancárias; outra, presa em Cuiabá, apresentava nas redes sociais um padrão de vida incompatível com a renda declarada. Um homem de 41 anos, recentemente posto em liberdade, é apontado como quem orientava a movimentação de recursos dentro do sistema prisional, com apoio da esposa, também presa nesse desdobramento.
A investigação aponta ainda que o investigado é apontado como integrante de uma facção criminosa, e as apurações seguem para esclarecer toda a rede de contatos e operações envolvidas no esquema.

Crédito: Reprodução/Instagram.
Resumo rápido:
Segunda fase da Operação Rede Oculta deflagrada em Mato Grosso com 20 mandados. A primeira fase, ocorrida em 27/05/2024, em Cuiabá e Várzea Grande, resultou em 30 ordens para 15 investigados; um Jeep Compass avaliado em cerca de R$ 153 mil foi apreendido. Investigações, iniciadas em 2023, envolvem fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
O objetivo da segunda fase é aprofundar a apuração e alcançar o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas.
Cuiabá, MT — A segunda fase da Operação Rede Oculta foi deflagrada como continuidade das investigações que tiveram início em 2023. A primeira etapa, realizada em 27 de maio de 2024, cumpriu 30 ordens judiciais contra 15 investigados em Cuiabá e Várzea Grande, com a apreensão de bens e aparelhos, incluindo um Jeep Compass avaliado em aproximadamente R$ 153 mil.
A análise de material apreendido na primeira fase, aliada a laudos periciais da Politec e a dados financeiros obtidos com autorização judicial, permitiu aprofundar a apuração e identificar com mais clareza a participação dos alvos nesta segunda etapa, que também busca o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas.
Os investigados foram indiciados pelos crimes de fraude eletrônica, lavagem de dinheiro e organização criminosa, conforme apontado pela força-tarefa.
De acordo com o delegado Ruy Peral, responsável pela operação, a segunda fase encerra um trabalho de investigação que começou com denúncias anônimas e avançou com a análise técnica do material apreendido e dos dados financeiros. O cumprimento integral das 20 ordens judiciais atinge não apenas as pessoas apontadas como responsáveis pelos golpes, mas também o patrimônio formado com o dinheiro das vítimas.






