Resumo: Governabilidade em foco no governo Lula. Jaques Wagner (PT) aponta necessidade de diálogo mais intenso com um Congresso Nacional de maioria oposicionista; destaca que o desafio é mostrar que o PT pode avançar mesmo sem maioria consolidada, e elogia a habilidade política de Lula na negociação institucional.
O senador reeleito Jaques Wagner (PT) avaliou os desafios da governabilidade caso o ex-presidente Lula da Silva (PT) seja eleito. Em entrevista, ele foi questionado sobre a relação com um Congresso Nacional de maioria oposicionista e afirmou que a articulação exigirá mais empenho, mas confia na capacidade de atuação do grupo para conduzir o governo.
“Isso só vai demandar de nós, que estamos lá, de apoio ao presidente Lula, um exercício de diálogo muito mais intenso, muito mais difícil, porque evidentemente o grupo de lá vai tentar fazer o quanto pior, melhor”, disse Wagner, enfatizando a necessidade de cooperação entre as forças que apoiam o governo.
Wagner lembrou ainda que a ausência de maioria absoluta no Legislativo não é inédita para a base governista. Segundo ele, no período atual o governo conseguiu aprovar matérias cruciais mesmo sem possuir uma maioria consolidada na Câmara dos Deputados e no Senado Federal.
“Nós vamos trabalhar. Já trabalhamos assim, não tínhamos maioria. No atual momento que está concluindo em dezembro, nós já não tínhamos maioria nem no Senado, nem na Câmara, e conseguimos aprovar praticamente tudo que o presidente Lula precisou”, afirmou o parlamentar.
Por fim, Wagner elogiou a habilidade política de Lula no diálogo institucional: “Ele, sentado na cadeira, é um ás na arte da negociação. Eu tenho certeza que a gente passa. Vai dar trabalho? Vai. Mas a gente vai conseguir levar adiante o projeto.”
