Resumo: Jerônimo Rodrigues (PT) é reeleito governador da Bahia para mais quatro anos, com 55,19% dos votos válidos frente a ACM Neto (44,27%), em apuração de 94,71% das urnas. A vitória sustenta o ciclo petista no estado desde 2007, com foco em Bahia Sem Fome, segurança pública, obras e mobilidade.
Bahia – O governador Jerônimo Rodrigues (PT) foi reeleito neste domingo (4) para comandar o Estado da Bahia por mais quatro anos. Com 55,19% dos votos válidos, o petista derrotou ACM Neto (União Brasil), que atingiu 44,27% no primeiro turno. Até o momento, 94,71% das urnas foram apuradas.
A vitória garante ao Partido dos Trabalhadores a continuidade de um ciclo político que governa o estado ininterruptamente desde 2007, quando Jaques Wagner (PT) venceu Paulo Souto e rompeu o domínio carlista.
A reeleição reforça a avaliação do primeiro mandato (2023-2026) e a forte vinculação com o governo federal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Na reta final da campanha, pesquisas já indicavam um cenário de forte acirramento e crescimento do petista, impulsionado por uma aprovação de governo que orbitava a casa dos 53% às vésperas do pleito.
Marcas do primeiro mandato (2023-2026) O período foi marcado pela tentativa de consolidar políticas de assistência social e pelo estreitamento de laços com os 417 municípios baianos, priorizando a governança por meio de consórcios intermunicipais. Logo no primeiro ano, houve reforma administrativa que desmembrou secretarias para espelhar a estrutura federal e lançou o programa Bahia Sem Fome, voltado ao enfrentamento da insegurança alimentar.
Gargalos, obras e crise na segurança pública A gestão enfrentou críticas no campo da segurança pública, com o estado figurando entre os maiores índices nacionais de violência letal e de confrontos entre facções. As ações envolvendo operações policiais geraram questionamentos de entidades de direitos humanos e levaram o governo a criar forças-tarefa e a promover ajustes na Secretaria de Segurança Pública (SSP).
Mobilidade No setor de transportes, o VLT do Subúrbio tornou-se símbolo de frustração. Em 2023, o governo rompeu o contrato com o consórcio chinês Skyrail após a empresa não conseguir tirar o monotrilho do papel, obrigando a relicitação da obra e a busca por um modelo alternativo de implementação.
As decisões e resultados eleitorais deverão consolidar a posição do PT no estado, mantendo o eixo de cooperação com o governo federal e influenciando a agenda de políticas sociais, infraestrutura e segurança nos próximos anos.
Resumo: Jerônimo Rodrigues Souza, 61, do PT, garante seu segundo mandato como governador da Bahia; consolida a hegemonia petista de quase 24 anos; ponte segue com atrasos; vice-governador será Gerldo Júnior (MDB); principais desafios são combate ao crime, segurança pública e conclusão de obras.
Palavras-chave: Jerônimo Rodrigues, Bahia, Ponte Salvador-Itaparica, PT, Gerldo Júnior, crime, educação, infraestrutura.
Aiquara — Jerônimo Rodrigues Souza, 61 anos, natural do povoado de Palmeirinha, no município de Aiquara, é apresentado como o primeiro governador autodeclarado indígena da história do Brasil. Engenheiro agrônomo formado pela UFBA, atua como professor licenciado da UEFS e tem carreira ligada à gestão pública na Bahia. Eleito governador da Bahia em 2022 pelo PT, ao derrotar ACM Neto no segundo turno com 52,79% dos votos, garante o mandato de retorno a partir de 1º de janeiro de 2027.
Trajetória e cargos – Filiado ao PT desde os anos 1990, Jerônimo atuou em movimentos sociais e ocupou cargos no Ministério do Desenvolvimento Agrário durante o governo da ex-presidenta Dilma Rousseff (2011-2016). Na Bahia, consolidou projeção como articulador das gestões petistas, chefiando a Secretaria de Desenvolvimento Rural (2015-2019) e a Secretaria da Educação (2019-2022). Em 2022, venceu Neto no segundo turno com 52,79% dos votos. Ao assegurar o segundo mandato, reforça seu capital político no estado.
A ruptura com o Carlismo e a nova hegemonia – Ao derrotar novamente ACM Neto, o PT amplia sua hegemonia no estado, chegando perto de dois décadas e meia no poder. A transformação começou em 2006, com a vitória de Jaques Wagner no primeiro turno. Desde então, o grupo petista superou investidas da oposição, elegendo e reelegendo Rui Costa e, agora, Jerônimo, reconfigurando as bases de poder no interior e enfraquecendo os herdeiros políticos do antigo grupo carlista, liderado por Antônio Carlos Magalhães.
Desafios para o novo ciclo – Para o mandato que se inicia em 1º de janeiro de 2027, Jerônimo terá ao seu lado o vice-governador Gerldo Júnior (MDB). A nova gestão precisará enfrentar cobranças herdadas do primeiro mandato, com prioridade para o combate ao crime organizado e a entrega física das obras da Ponte Salvador-Itaparica. Outros grandes desafios incluem a regulação, a segurança pública e a educação.

