Resumo: Ataques virtuais contra servidores da Justiça Eleitoral e familiares levaram o TSE a acionar a Polícia Federal; o Ministério Público pediu a remoção de conteúdos; plataformas X e Meta foram notificadas; o tribunal identificou cerca de 30 mil manifestações com desinformação, exposição de dados, discurso de ódio e ameaças; segurança para servidores foi reforçada.
O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, acionou a Polícia Federal para investigar ataques e ameaças contra servidores da Justiça Eleitoral e seus familiares nas redes sociais. Em nota divulgada na noite de 8/10/2026, o TSE informou ter identificado cerca de 30 mil manifestações com desinformação, exposição indevida de dados pessoais, discurso de ódio e ameaças veladas. Os ataques vêm sendo acompanhados desde a terça-feira (6/10/2026), e o levantamento reúne registros até o início da tarde desta quinta-feira (8/10/2026).
Além disso, o Ministério Público apresentou uma representação para pedir a remoção desses conteúdos e a responsabilização dos usuários, segundo o TSE.
O TSE informou ainda ter comunicado às plataformas X e Meta a proliferação de conteúdos irregulares, que atingem servidores e familiares. Em resposta, o tribunal disse que os profissionais passaram a contar com efetivo de segurança, além de apoio psicológico para lidar com as situações.
O acompanhamento dos ataques é realizado pelo Núcleo Institucional de Garantia dos Direitos Eleitorais (NIGDE) e pelo Núcleo de Inteligência do Grupo de Enfrentamento à Desinformação (NIGED).


