Resumo: O Tribunal de Justiça, por meio da Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ), lançou o projeto Laços Legais para aprimorar o acolhimento nos Cartórios Integrados das Famílias na Bahia, com foco na atuação psicossocial junto às partes envolvidas nos processos.
Entre maio de 2025 e setembro de 2026, a equipe técnica registrou 687 atendimentos, realizados por busca ativa ou após atendimento cartório, além de procuras espontâneas das partes.
Cada cartório conta com uma equipe formada por uma psicóloga e uma assistente social, que promovem acolhimento e orientação, estendendo o suporte a advogados, servidores, estagiários e colaboradores.
O objetivo é ampliar o acesso a redes de apoio, fortalecendo recursos de enfrentamento diante de situações emocionais e sociais decorrentes dos processos judiciais.
O que aconteceu – O Projeto Laços Legais, lançado pela Corregedoria-Geral da Justiça (CGJ) do Tribunal de Justiça, visa oferecer um espaço de escuta ativa e qualificada nos atendimentos realizados nos Cartórios Integrados das Famílias. A iniciativa busca identificar necessidades, prestar suporte e orientar as partes, reforçando recursos de enfrentamento diante das experiências vivenciadas no âmbito processual.
A atuação ocorre com apoio de equipes técnicas que, ao constatar mobilização emocional relacionada a contextos processuais, realizam a busca ativa de acolhimento, bem como o encaminhamento para serviços após o atendimento cartório ou pela procura espontânea das partes. Com a concordância do atendido, o acolhimento acontece em espaço reservado, criando um ambiente adequado para ouvir e compreender a demanda apresentada.
Depoimento-chave – “A partir do acolhimento, a equipe identifica as necessidades de cada sujeito, realizando as intervenções por meio de encaminhamentos à rede de apoio, promovendo acesso aos serviços, cuidado, orientação e atenção”, destaca Isabela Damasceno Leite Santana, coordenadora do Serviço de Apoio e Orientação Familiar (SAOF).
Em cada cartório, a psicóloga e a assistente social são responsáveis por acolher as demandas psicossociais, com uma escuta qualificada e sensível. A iniciativa também se estende a advogados, servidores, estagiários e demais colaboradores, ampliando o alcance do projeto e reforçando a importância de um espaço de escuta e apoio no ambiente da Justiça.

