Resumo rápido
Lula anuncia ações judiciais contra a suspensão do canal ‘Exército do Lula’ determinada pelo TSE. A medida foi movida após representação da campanha de Flávio Bolsonaro. André Janones nega irregularidades, afirmando mobilização de cerca de 3,3 milhões de eleitores para o segundo turno. PT promete recorrer; Kassio Nunes Marques é apontado como responsável pela decisão.
São Paulo – O candidato à reeleição Lula da Silva (PT) informou que o PT acionará a Justiça para contestar a suspensão do canal de WhatsApp ‘Exército do Lula’, decisão determinada pelo presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. A medida atendeu a uma representação da campanha do candidato Flávio Bolsonaro (PL).
A representação apresentada pela campanha de Flávio Bolsonaro alega que André Janones (Rede), criador da plataforma, coordenava a disseminação de conteúdos ofensivos e desinformativos contra o candidato do PL, com suposto uso de recursos públicos de campanha para impulsionar propaganda negativa. A denúncia sustenta ainda que o grupo veiculava desinformação sobre o suposto cancelamento de benefícios e programas sociais caso Bolsonaro vencesse a eleição.
Em resposta, Janones, reeleito para a Câmara com cerca de 79 mil votos, negou qualquer irregularidade. Em transmissão no Instagram, afirmou que “a censura já começou” e disse que o grupo reunia 3,3 milhões de pessoas, com foco exclusivo em mobilizar eleitores para o segundo turno, marcado para 25 de outubro.
Em entrevista ao vivo, Janones afirmou que nenhuma notícia falsa foi publicada no canal e que a estrutura estava apenas na fase de cadastro de perfis e explicação de funcionamento. O deputado atribuiu a ação do PL ao u201cmedou201d de sua atuação digital e ressaltou que, embora o TSE tenha determinado a interrupção de novos canais, continuará a mobilização por meio de outras plataformas, como o Instagram.
Falando à imprensa antes de ato de campanha na Avenida Paulista, em São Paulo, Lula afirmou que o PT recorrerá da medida para equilibrar o jogo. “Vamos hoje entrar na Justiça com um pedido do nosso partido para que a gente equilibre esse jogo. Não vamos aceitar intromissão indevida da Justiça Eleitoral na eleição”, disse o presidenciável, questionando a imparcialidade das decisões do TSE e lembrando a indicação de Kassio Nunes Marques ao STF em 2020 pelo ex-presidente Jair Bolsonaro.
Lula completou afirmando que não aceitará o fechamento de um canal de um apoiador dedicado ao engajamento eleitoral. A disputa jurídica envolve a atuação de plataformas digitais na campanha e o papel da Justiça Eleitoral no equilíbrio entre as chamadas campanhas digitais e tradicionais.

