
A campanha de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) encaminhou ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, pedido para a liberação, nos últimos oito anos, dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Lula e de familiares. A medida depende de contrapartida semelhante por parte do adversário, Flávio Bolsonaro (PL), e prevê a divulgação pública dos dados por meio da plataforma DivulgaCandContas ou outro portal de acesso público, antes da data-limite de 21 de outubro. Segundo informações veiculadas pela TV Band, parceira do PrimeiroJornal, a defesa sustenta que a publicização é essencial para que a população possa votar com informação.
A solicitação indica que a quebra de sigilo alcançaria não apenas Lula, mas também integrantes de sua família, com a lista de citados incluindo Rosângela Lula da Silva, Lurian Cordeiro Lula da Silva, Marcos Cláudio Lula da Silva, Fábio Luís Lula da Silva, Sandro Luís Lula da Silva e Luís Cláudio Lula da Silva. Para o adversário, a petição requer a inclusão de Flávio Bolsonaro, Jair Messias Bolsonaro, Rogéria Bolsonaro, Carlos Bolsonaro, Eduardo Bolsonaro, Jair Renan Bolsonaro e Fernanda Antunes Figueira Bolsonaro, entre outros.
O documento também detalha que a quebra de sigilo se estende a pessoas jurídicas em que os candidatos figurem como sócios, administradores ou responsáveis financeiros. No caso de Lula, a empresa citada é a L.I.L.S. Palestras, Eventos e Publicações Ltda.; já para Flávio Bolsonaro, aparecem sociedades como Flávio Bolsonaro Sociedade Individual de Advocacia, All In One Corretora de Seguros Ltda., Bravo Grafeno Tecnologia e Inovação Ltda. e Bolsonaro Digital Ltda., além da offshore Alcazar Holdings, registrada na Ilha da Madeira, em Portugal.
A defesa argumenta que a divulgação deve ocorrer para permitir que a população tenha acesso aos dados antes da votação, por meio de plataformas oficiais de transparência. A iniciativa ganhou impulso após o debate promovido pela Band no último domingo (19/10), consolidando a relação entre o pleito e a busca por maior divulgação de informações públicas durante a campanha.
Conforme anunciado pela Band, o debate serviu como gatilho para a tentativa de ampliar a transparência de dados financeiros e fiscais dos candidatos, com prometida publicização das informações em portais oficiais de acesso público, para assegurar que eleitores possam tomar decisões com base em fatos verificáveis.

Crédito: Imagens cedidas pela TV Band.

