Missão ajuíza ação no STF contra impulsionamento de propaganda eleitoral nas redes

Escrito por: Diógenes Cunha

Publicado:

compartilhe esse conteúdo

Resumo jornalístico:
ADI 8022, apresentada pelo Partido Missão, questiona a proibição do impulsionamento automático de propagandas eleitorais nas redes sociais; a ação foi distribuída ao ministro Flávio Dino do STF. A norma foi estabelecida pelo TSE, em 2024, na Resolução 23.610/2019, limitando o alcance apenas ao impulsionamento remunerado. O partido afirma que a regra reduz o alcance, amplia a desigualdade entre candidatos e prejudica conteúdos com menos recursos do Fundo Eleitoral. A tramitação ocorre no STF.

O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu a Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 8022, apresentada pelo Partido Missão, que busca declarar inconstitucional a proibição do impulsionamento automático de propagandas eleitorais nas redes sociais. A ação foi distribuída ao ministro Flávio Dino do STF, dando início à apreciação do tema no tribunal.

A proibição foi incorporada, em 2024, pela Justiça Eleitoral por meio da Resolução 23.610/2019, que regula a propaganda eleitoral. Segundo a norma, o alcance das campanhas em plataformas como Facebook, Instagram e TikTok só pode ser ampliado através do impulsionamento remunerado, ou seja, o pagamento às plataformas para aumentar a exposição do conteúdo.

Essa medida impede a circulação da propaganda de forma orgânica, já que os algoritmos costumam distribuir conteúdos com base em sinais como interesses e interações, o que, na prática, promoveria alcance adicional sem custo apenas se esse conteúdo estivesse captando o interesse de mais usuários. Sem o impulsionamento pago, a ampliação de alcance não ocorreria automaticamente conforme o comportamento dos usuários.

Para o Missão, a proibição restringe de forma significativa o alcance das campanhas e acentua a assimetria entre candidatos desconhecidos e aqueles com uma base consolidada de seguidores. O partido também sustenta que a restrição prejudica legendas com menos recursos do Fundo Eleitoral, ampliando desigualdades no cenário eleitoral.

Compartilhe esse artigo:

ÚLTIMAS NOTÍCIAS

ARTIGOS RELACIONADOS

TSE retira fake news que ligam Nossa Senhora a Flávio Bolsonaro

Resumo: TSE derruba publicações questionando eventual intenção de Bolsonaro de retirar o título de Padroeira do Brasil...

Casa de repouso: administradora é condenada a mais de 9 anos de prisão

Salvador — O Tribunal de Justiça da Bahia condenou, nesta terça-feira, a gestora da Casa de Repouso Samayra a nove anos e quatro...

TSE decide manter remoção de posts sobre Nossa Senhora por 3 a 2

Resumo: TSE mantém decisão de excluir posts sobre a suposta retirada do título de Padroeira do Brasil de Nossa Senhora Aparecida. Voto ficou...