Resumo: O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou investigação da Polícia Federal contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo D’Ávila Mello Raposo, por obstrução de investigações e incitação ao crime. A decisão, proferida em 4 de setembro, acolheu parecer da PGR; a PF havia indiciado os quatro em agosto de 2025. A apuração apontava campanha de exposição e intimidação contra agentes da PF e do STF.
Palavras-chave: Moraes, PF, PGR, STF, arquivamento, incitação ao crime

Crédito: BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), arquivou uma investigação da Polícia Federal (PF) contra o senador Marcos do Val (Avante-ES), Allan dos Santos, Oswaldo Eustáquio e Ednardo D’Ávila Mello Raposo, acusados de obstrução de investigações e incitação ao crime.
A PF havia indiciado os quatro em agosto de 2025. A apuração apontava uma campanha de exposição e intimidação virtual contra integrantes da PF e do STF envolvidos nas investigações tramitando na Corte.
A decisão, de natureza sigilosa, foi proferida em 4 de setembro e atendeu ao pedido de arquivamento apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR). O órgão sustentou que as provas reunidas não eram suficientes para responsabilizar os investigados pelos crimes apontados pela PF.
“Assim, tendo o Ministério Público requerido o arquivamento no prazo legal não cabe a ação privada subsidiária, ou a título originário (CPP, art. 29; CF, art. 5º, LIX), sendo essa manifesta é irretratável, salvo no surgimento de novas provas. Diante do exposto, acolho a manifestação da Procuradoria-Geral da República e defiro o arquivamento desta investigação”,
Segundo a PGR, a investigação acompanhou postagens em redes sociais, registros telefônicos, conversas privadas, dados fiscais e depoimentos.
Entre os alvos também havia ações contra o delegado da PF Fábio Alvarez Shor, com publicações que teriam exposto o policial e familiares, segundo a Procuradoria, em retaliação à atuação dele nas investigações.
Apesar das acusações, a PGR concluiu que as provas não indicaram uma organização para incentivar crimes contra agentes públicos ou para atrapalhar as investigações do STF.

