Influenciador Lito Sousa morre aos 59 anos após luta contra doença rara

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo:

  • Lito Sousa, 59 anos, influenciador e aviador, morre após batalha contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ).
  • Informação confirmada pela esposa, Mila Seidl, nas redes sociais.
  • DCJ diagnosticada há cerca de dois meses; ele também enfrentava câncer de próstata em estágio inicial.
  • Tratamento experimental com autorização da Anvisa chegou ao Brasil, sendo Sousa a primeira pessoa a utilizá-lo.

Palavras-chave: Lito Sousa; DCJ; Doença de Creutzfeldt-Jakob; Anvisa; Aviões e Músicas; Mila Seidl

Lito Sousa, 59 anos, faleceu nesta quinta-feira (1), segundo confirmação da esposa Mila Seidl nas redes sociais. Ele lutava contra a Doença de Creutzfeldt-Jakob (DCJ), diagnosticada há cerca de dois meses, condição neurodegenerativa para a qual não há cura conhecida. Além disso, o influenciador já enfrentava um câncer de próstata em estágio inicial, detectado no início deste ano.

O aviador possuía trajetória marcada pela experiência: seu nome completo era Joselito Geraldo de Sousa, com mais de 36 anos no setor aeronáutico. Formado em manutenção de aeronaves, ele atuou em diversas empresas e colaborou com a disseminação de conhecimentos por meio do canal no YouTube “Aviões e Músicas”, onde tratava de temas como acidentes aéreos, manutenção, turbulência e procedimentos de segurança.

“O grande comandante decidiu levá-lo para perto dele, para perto dos seus pais e do seu irmão Geraldo. Eu não sei explicar a sua partida. Talvez ninguém saiba. Mas, olhando para a vida que você viveu, eu sei que você cumpriu a sua missão”, afirmou Mila Seidl, em referência a Sousa. A nota pública reforça a importância da presença dele no universo da aviação e das redes sociais, onde compartilhava seu conhecimento com seguidores.

Sua trajetória também incluiu participação em avanços terapêuticos: Sousa chegou a receber um medicamento experimental para tratar a DCJ. O fármaco chegou ao Brasil no dia 11 de setembro, e o influenciador obteve autorização especial da Anvisa para ter acesso ao tratamento, sendo a primeira pessoa a utilizá-lo, conforme informações divulgadas pela família.

A DCJ é causada pelo acúmulo anormal de proteínas priônicas no cérebro, levando à perda progressiva de neurônios. Até o momento, não existe tratamento capaz de reverter ou interromper a evolução da doença, o que torna o diagnóstico e o cuidado paliativo fundamentais para pacientes e familiares.

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