MPT dá início a apuração sobre morte de trabalhador em Jaguarari

Escrito por: Diógenes Cunha

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Resumo: O Ministério Público do Trabalho (MPT) instaurou inquérito para apurar a morte de trabalhador na mina Pilar, em Jaguarari, BA; investigação busca responsabilidades do empregador e cumprimento de normas de segurança. A empresa paralisou 24h a unidade Caraíba e presta assistência à família da vítima.

Jaguarari, Bahia – O Ministério Público do Trabalho (MPT) na Bahia instaurou inquérito para apurar as circunstâncias da morte de um trabalhador ocorrida na mina Pilar, no município de Jaguarari, no centro-norte do estado, segundo informações do órgão. A investigação busca identificar eventuais responsabilidades do empregador e verificar o cumprimento das normas de saúde e segurança do trabalho aplicáveis à mineração.

A vítima foi identificada como Ronaldo, 45 anos, operador de máquinas, que atuava na mina Pilar da empresa Ero. Ele sofreu o acidente durante a operação de uma motoniveladora na noite de sábado, dia 23. O trabalhador foi socorrido pela equipe de resgate da própria empresa e encaminhado para atendimento médico, mas não resistiu aos ferimentos.

No decorrer da apuração, o MPT deverá solicitar informações aos órgãos responsáveis pela apuração técnica do acidente, incluindo a Superintendência Regional do Trabalho na Bahia (SRT-BA), que tem atribuição de fiscalizar o cumprimento da legislação trabalhista e das normas de segurança no ambiente laboral. O objetivo é reunir elementos que permitam esclarecer as causas do acidente e verificar a adoção das medidas preventivas exigidas para atividades de mineração subterrânea.

Após o ocorrido, a direção da Ero anunciou a paralisação por 24 horas das atividades de produção da unidade Caraíba, incluindo as minas de Pilar, Vermelhos e Surubim, mantendo apenas serviços considerados essenciais. Em nota, a empresa informou que está prestando assistência aos familiares do trabalhador e colaborando com as apurações.

Segundo a empresa, Ronaldo integrava o quadro de funcionários desde 2012. Ele deixa esposa e duas filhas. O MPT acompanha o caso para verificar se houve falhas nas condições de trabalho ou no cumprimento das normas de segurança que possam ter contribuído para o acidente fatal.

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