Resumo: PF deflagra a 9ª fase da Operação Unha e Carne, com foco em lavagem de dinheiro. Alvos incluem o pastor Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do bicheiro Adilson Coutinho (Adilsinho). Quatro mandados de busca e apreensão foram cumpridos na Barra da Tijuca, autorizados pelo STF, visando documentos e evidências.
Palavras-chave: Operação Unha e Carne; PF; Barra da Tijuca; Márcio Poncio; Adilsinho; lavagem de dinheiro.
Barra da Tijuca, Rio de Janeiro — a Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira (29/10/2026), a 9ª fase da Operação Unha e Carne, que investiga lavagens de dinheiro e outros crimes ligados a uma organização criminosa. Entre os alvos estão o pastor Márcio Poncio e Bernardo Coutinho Loyola, sobrinho do bicheiro Adilson Oliveira Coutinho Filho, conhecido como Adilsinho.
As ações, vinculadas à mesma investigação, envolvem quatro mandados de busca e apreensão na Barra da Tijuca, nas salas comerciais que pertencem ao pastor e na residência do sobrinho do bicheiro. Segundo a PF, as medidas visam a arrecadação de documentos, dispositivos eletrônicos, registros contábeis e demais elementos de prova relacionados à apuração. As ordens judiciais são expedidas pelo STF.
Na atual fase, investigadores também observaram que a operação decorre de informações obtidas após a deflagração de fases anteriores, com especial atenção aos dados extraídos de um aparelho celular apreendido em um dos investigados. As informações indicam novos endereços, estruturas empresariais e ativos utilizados pelo grupo para administrar, ocultar e movimentar recursos financeiros.
As apurações apontam indícios de uma rede patrimonial complexa, com imóveis de alto padrão, aeronaves executivas, veículos de luxo e empresas registradas em nomes de familiares, colaboradores próximos e terceiros formalmente desvinculados do núcleo investigado, porém sob a gestão de integrantes da organização criminosa. Também foram identificadas a prática de dinheiro em espécie, movimentações sem rastreabilidade e o uso de empresas nacionais e estrangeiras — inclusive sediadas em diferentes jurisdições — para a ocultação de patrimônio e a circulação de recursos.
Entre os desdobramentos da investigação, a PF destacou a continuidade da apuração com o objetivo de esclarecer a relação entre as estruturas investigadas e a movimentação financeira ligada aos alvos, bem como a eventual participação de terceiros na dissimulação de bens e rendas. A coletiva de imprensa informou que novas diligências podem ocorrer à medida que surgirem provas adicionais.
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Resumo: a Polícia Federal amplia a Operação Unha e Carne para investigar uma rede de proteção ao crime organizado, envolvendo servidores públicos, parlamentares e magistrados, após o suposto vazamento de informações sigilosas de operações contra o Comando Vermelho. A apuração aponta movimentação superior a R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, conforme relatório do COAF.
Rio de Janeiro – A Polícia Federal deflagrou, em dezembro de 2025, a expansão da Operação Unha e Carne, originalmente destinada a apurar o possível vazamento de informações sigilosas de ações policiais contra o Comando Vermelho. A partir das investigações, a PF passou a investigar uma rede de proteção ao crime organizado que incluiria agentes públicos, parlamentares, integrantes do Judiciário e operadores financeiros, conforme apresentado pelos investigadores.
De acordo com as apurações, o esquema movimentou mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, de acordo com o Relatório de Inteligência Financeira do COAF encaminhado à Polícia Federal.
Na edição de quinta fase, a PF prendeu o pastor Márcio Poncio, detido por suposta ligação com a chamada Mafia do Cigarro. Também foi decretada a prisão de Adilson Oliveira Coutinho Filho, o Adilsinho, apontado como um dos principais nomes do jogo do bicho no Rio, além do ex-deputado estadual Rodrigo Bacellar, já recolhido à prisão pela Justiça.
Na sexta fase, o empresário Márcio Canella foi alvo de busca e apreensão, mas acabou detido após os investigadores encontrarem um fuzil .556 dentro de um veículo de sua propriedade, segundo informações da PF.
As etapas anteriores também atingiram o desembargador federal Macário Ramos Júdice Neto, investigado por suposto vazamento de informações sigilosas, bem como o deputado estadual Thiago Rangel, preso sob suspeita de participação em fraudes envolvendo contratos da Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro, conforme apuração disponível até o momento.
As investigações seguem para esclarecer as ligações entre autoridades, intermediários financeiros e organizações criminosas, bem como a extensão das redes de proteção identificadas até o momento.

