A Polícia Federal (PF) deflagrou 12 operações envolvendo facções criminosas no contexto das eleições de 2026. O número é 500% maior do que o registrado nas eleições gerais de 2022, quando apenas duas ações desse tipo foram realizadas. Em termos de recursos, as cifras beliscam o impossível para quem acompanha o tema: em 2022, a PF apreendeu R$ 10,2 milhões em bens e valores, dos quais R$ 4,6 milhões estavam em dinheiro. Em 2026, os números saltaram para R$ 45,6 milhões em bens e valores, sendo R$ 30,2 milhões em dinheiro.
Entre as ações está a Operação Zona de Influência, deflagrada no final de setembro para apurar suspeita de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes da facção Nova Okaida, grupo atuante em comunidades da Paraíba. Entre os alvos, estão o deputado estadual Caio Roberto (MDB) e o secretário-chefe do Procon de João Pessoa (PB), Júnior Pires.
Segundo as investigações, membros da facção, ao manter controle territorial sobre comunidades, teriam negociado apoio a candidatos para que ingressassem nesses locais e realizassem atos de campanha. Em contrapartida, apuram-se pagamentos a uma liderança do grupo, o custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas envolvendo cargos e empregos na administração pública, entre outros benefícios.
A investigação busca aprofundar a apuração dos fatos e individualizar a conduta dos envolvidos. Os agentes apuram crimes eleitorais, organização criminosa, lavagem de dinheiro, domínio social estruturado e favorecimento a esse domínio, com diligências para detalhar as ações e responsabilizar os envolvidos.

Crédito: Divulgação/PF

