Resumo: PF encaminha ao STF pedido de abertura de inquérito contra Flávio Bolsonaro (PL-RJ) por suspeita de lavagem de dinheiro, em apuração que envolve o advogado Willer Tomaz. A investigação, iniciada a partir de monitoramento no setor de apostas, aponta repasses para viagens à Europa em 2025 para o parlamentar e familiares. Relator indicado é o ministro Alexandre de Moraes. Assessorias não se pronunciam.
STF recebe decisão da Polícia Federal para abrir inquérito contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em apuração de possível lavagem de dinheiro envolvendo o advogado Willer Tomaz. A informação foi publicada pelos jornais Estadão e Folha de S.Paulo neste domingo (18).
A apuração aponta que uma empresa do setor de apostas, de propriedade do próprio Willer Tomaz, intermediou e financiou passagens aéreas e deslocamentos para a Europa em 2025, destinados ao parlamentar e aos seus familiares.
Relatórios da PF indicam que Flávio Bolsonaro mantinha acesso operacional como usuário master em uma conta de uma empresa offshore da qual o advogado é sócio; a exclusão desse acesso foi solicitada em maio de 2025.
Além disso, Tomaz é investigado por repasses financeiros possivelmente originados de fraudes previdenciárias e é proprietário da Rede Loto, empresa licenciada no setor de apostas no Rio de Janeiro.
Ao ser questionado, o senador afirmou que a relação com o advogado é estritamente de amizade. Esta é a segunda apuração envolvendo o parlamentar no STF, somando-se à investigação sobre lavagem de dinheiro e possível corrupção no financiamento do filme “Dark Horse” junto ao Banco Master.
A assessoria de Flávio Bolsonaro não se pronunciou sobre o caso.

