Polícia Civil da Bahia instaurou procedimento para apurar conteúdos com possível teor discriminatório envolvendo Rodrigo Constantino.
Investigação tem acesso restrito; vídeo publicado no fim de semana gerou críticas a Bahia e a Salvador após as eleições de 2026.
Declarações do comentarista foram alvo de repercussão pública; contexto eleitoral inclui reeleição de Jerônimo Rodrigues e votações de Rui Costa e Jaques Wagner.
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Bahia – A Polícia Civil da Bahia instaurou um procedimento para apurar as circunstâncias envolvendo divulgações em redes sociais com potencial teor discriminatório, focando declarações feitas pelo economista e comentarista Rodrigo Constantino.
A instituição informou que as diligências correm em regime de acesso restrito, para preservar o andamento das investigações. Em nota, destacou o compromisso com o enfrentamento à discriminação e com uma atuação técnica, imparcial e pautada na legalidade.
O procedimento foi aberto após a veiculação de um vídeo, publicado por Constantino no domingo, no qual ele fez críticas e ofensas direcionadas à Bahia e à capital baiana, em consequência das eleições de 2026.
Na gravação, Constantino classificou Salvador como “lixo” e descreveu a Bahia como “câncer do Brasil”. Além disso, citou a suposta disposição de parte dos moradores para o trabalho, apontando exemplos como relatos de familiares com um vendedor ambulante em uma praia e observações de pessoas em bares numa manhã de segunda-feira, referidos como evidências anedóticas.
Relembre: As falas ocorreram no contexto dos resultados das urnas no estado, com Jerônimo Rodrigues (PT) sendo eleito governador e Rui Costa (PT) e Jaques Wagner (PT) escolhidos para o Senado. Constantino comentou a vitória de maneira crítica, mencionando ligações hipotéticas entre o governo e acontecimentos políticos, chamando atenção para o que chamou de “papelão” do eleitorado.
Ao encerrar o vídeo, o comentarista antecipou resistência de parte da imprensa, afirmando: “Vai vir a turma da Globo falar que é xenofobia; estou pouco me lixando para isso”. A polícia reiterou que a apuração não visa desqualificar pessoas ou comunidades, mas esclarecer fatos relevantes e eventuais responsabilidades.

