Tribunal de Justiça da Bahia (TJ-BA) realizou nesta quarta-feira, 21, uma sessão do Tribunal Pleno que ficou marcada por um embate entre o presidente José Edivaldo Rocha Rotondano e o desembargador Júlio César Lemos Travessa. Travessa contestou a restrição para leitura de seu voto divergente e avisou que levaria o caso ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
Rotondano, na qualidade de presidente do TJ-BA, afirmou que cabia a ele conduzir a votação e pediu que Travessa aguardasse o momento adequado para se manifestar. “Eu conduzo a votação, eu sou o presidente do tribunal”, declarou o magistrado.
Travessa acusou o presidente de cometer uma ilegalidade ao impedir a leitura de seu voto divergente e anunciou que acionaria o CNJ, afirmando que levaria o caso aquele órgão.
A tensão se intensificou ainda no início da sessão, que também teve troca de argumentos sobre o cumprimento de acordos relativos à pauta de julgamentos do Tribunal Pleno.
O tom entre os magistrados ganhou contornos irônicos quando Rotondano rebateu: “Muito obrigado pela ameaça. Fique em paz”, negando ter feito qualquer ameaça. Travessa pediu que o episódio fosse registrado em ata, alegando ter sido acusado de crime contra a honra.
Apesar do embate, a sessão seguiu com a discussão da pauta, mantendo o foco institucional, sem encaminhar um desfecho público imediato sobre o incidente envolvendo a leitura do voto divergente.
