Resumo: Ecotelha, telha sustentável criada em Serrinha (BA) com papel descartado, fibra de coco, cimento, areia e resíduos cerâmicos; liderança de Italo Levi Pereira, Helton Araújo e Vinicius Nascimento, com Thales Nascimento; testes indicam boa resistência e menor temperatura frente à telha cerâmica; Secti planeja ampliar a produção com reaproveitamento de resíduos.
Serrinha, Bahia — Estudantes do Centro Territorial de Educação Profissional (Cetep) do Sisal, em Serrinha, desenvolveram a Ecotelha, uma telha sustentável feita com papel descartado, fibra de coco, cimento, areia e resíduos de telhas de cerâmica, pensada como alternativa econômica para a agricultura familiar. O projeto foi idealizado por Italo Levi Pereira, com a participação de Helton Araújo e Vinicius Nascimento, sob orientação do professor Thales Nascimento. A ideia surgiu ao observar a cobertura de um galinheiro construído pelo avô.
Segundo a Secti (Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação da Bahia), a experiência começou após Italo perceber a cobertura de um galinheiro do avô. Em provas de resistência e de absorção de água, a Ecotelha apresentou bom desempenho: suportou quase 62 kg em um teste de carga e registrou 9,29% de absorção de água após 24 horas de imersão. Durante os ensaios, a peça atingiu 32°C, ante 35°C de uma telha cerâmica convencional.
A Secti ressalta que a equipe pretende aprimorar o produto e ampliar a produção, com foco no reaproveitamento de resíduos e na viabilidade de uma cobertura mais acessível para agricultores familiares.

