Resumo jornalístico
Renan Santos, candidato do Missão, recorre ao STF após o TSE rejeitar a obrigatoriedade de a TV Globo convidá-lo para o debate promovido pela emissora.
A ministra Cármen Lúcia é quem irá decidir se o pedido será aceito. Enquanto isso, o debate está agendado para quinta-feira, às 21h30, e o Missão não atinge o mínimo de cinco deputados para participação automática.
O caso envolve acusações entre Renan, Kassio Nunes Marques e o grupo político, com Kuzações que podem impactar a cobertura do evento pela televisão. O recurso no STF também é assinado pelo deputado Kim Kataguiri.
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) rejeitou, nesta quarta-feira, o pedido para compelir a Globo a convidar Renan Santos para o debate que será realizado na noite desta quinta-feira. A decisão foi tomada pelo presidente do TSE, Kassio Nunes Marques, que manteve a regra vigente para o evento.
O recurso apresentado por Renan Santos tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) e está sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia, que avaliará se o pedido de participação deve ser atendido pela emissora.
Em vídeo divulgado nas redes sociais, Renan acusa Kassio Nunes de envolvimento com o Banco Master e de politizar decisões, afirmando: “Ele inventou uma jurisprudência para colocar o Zema, que é aliado do Flávio. No meu caso, lógico que negou. Kassio Nunes, seu lugar é na cadeia. Você está envolvido até a tampa no caso Master.”
A ação no STF é subscrita pelo deputado federal Kim Kataguiri (Missão), que também atua como advogado no caso.
Na petição, Kataguiri sustenta que as próprias regras da Globo para o debate preveem a possibilidade de convidar o próximo candidato mais bem posicionado caso algum participante desista.
A peça também sustenta que a emissora gerou expectativas ao convidar o candidato para entrevistas, incluindo participação no Jornal Nacional, além de abrir espaço para eventual presença em debates.
No vídeo divulgado na noite anterior, Renan ataca Flávio Bolsonaro, chamando-o de “covarde” e sugerindo que o destino dele não será a eleição, “mas a cadeia”. O candidato também afirmou que promoverá um protesto na porta da Globo caso o STF não garanta sua presença no debate.
O debate está marcado para esta quinta-feira, às 21h30. A legislação eleitoral prevê participação de candidatos de partidos com pelo menos cinco deputados no Congresso, o que, no caso do Missão, não é atendido, já que a legenda tem apenas um deputado federal.

