- Resumo: Ministério da Saúde reforça monitoramento do sarampo no Brasil diante do aumento de casos nos EUA e nas Américas. Brasil registra 52 casos importados até 5 de outubro, sem mortes. Vacinação e vigilância são enfatizadas para manter o país livre de circulação endêmica.


Crédito: Agência Brasil
O Ministério da Saúde informou, em nota oficial, que o Brasil está em alerta e em monitoramento constante do risco de sarampo, em razão do crescimento de casos nos Estados Unidos e em outros países das Américas. A pasta destacou que as ações incluem busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal para conter a transmissão, especialmente em regiões de maior circulação.
Panorama regional — Dados da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) indicam que, em 2026, os EUA, Guatemala, México, Peru e Canadá concentram mais de 95% dos casos confirmados de sarampo na região. No Brasil, até 5 de outubro foram registrados 52 casos importados, distribuídos entre São Paulo (41), Amazonas (10) e Rio de Janeiro (1); não houve óbitos até o momento.
“Para conter a transmissão, equipes de saúde mantêm busca ativa, investigação epidemiológica, monitoramento de contatos e bloqueio vacinal. Nessas regiões, a vacinação foi intensificada em espaços públicos de grande circulação”, informou o Ministério.
Brasil livre da circulação endêmica — O Ministério ressaltou que, mesmo com a presença de casos importados, o Brasil permanece classificado como livre de circulação endêmica do sarampo, segundo as avaliações vigentes. A vigilância permanece como elemento central para evitar qualquer reintrodução sustentada do vírus.
Linha do tempo — Em 2019, o Brasil registrou mais de 20 mil casos da doença e perdeu a certificação de eliminação do vírus após mais de 12 meses de transmissão. Em novembro de 2024, a OPAS certificou novamente o país como livre da circulação endêmica. Entre 2023 e 2025, foram confirmados 85 casos, sem óbitos.
Vacinação — Dados do Ministério indicam que, em 2025, a cobertura da primeira dose da vacina tríplice viral atingiu 93,10% no Brasil, com 94,39% em São Paulo e 89,54% no Amazonas. A informação reforça a importância de manter altas coberturas para evitar o retorno da transmissão.
“A vacina é a principal forma de prevenção e está disponível gratuitamente no SUS. Quem tem doses em atraso deve procurar uma unidade de saúde para atualizar a caderneta, conforme as recomendações do Programa Nacional de Imunizações”, destacou a pasta.
Vigilância e ações regionais — Ao longo de 2026, foram realizadas quatro grandes mobilizações de vacinação contra o sarampo, com mais de 3,8 milhões de doses aplicadas em São Paulo e cerca de 192 mil no Amazonas. Em São Paulo, o reforço ocorreu na capital, Guarulhos, São Bernardo do Campo e Santo André, com busca ativa, investigação de casos, acompanhamento de contatos e bloqueio vacinal. A estratégia inclui dose zero para crianças de 6 a 11 meses e 29 dias, além das doses habituais aos 12 e 15 meses. Na tríplice fronteira Brasil-Colômbia-Peru, a resposta foi intensificada após confirmação de casos importados, com ações de vacinação, busca ativa, coleta de amostras e acompanhamento de contatos, com apoio de equipes federais.
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