Resumo: STF bloqueia até R$ 6 bilhões de ativos ligados ao advogado Willer Tomaz, identificado como aliado do senador Flávio Bolsonaro. Investiga-se desvios no INSS e possível lavagem de dinheiro por plataformas de apostas. Moraes é o relator; ações envolvem uma empresa de Tomaz e participação de Bolsonaro até 2025. Tomaz deixou o Brasil em 21 de agosto.
O Supremo Tribunal Federal (STF) determinou o bloqueio de até R$ 6 bilhões em bens e valores mantidos em contas bancárias e em empresas ligadas ao advogado Willer Tomaz, identificado como amigo do senador Flávio Bolsonaro (PL). A apuração envolve suspeitas de desvios no INSS e de lavagem de dinheiro por meio de plataformas de apostas digitais.
Entre os ativos atingidos pela decisão do ministro Alexandre de Moraes está uma conta vinculada a uma empresa de Tomaz, proprietária de uma casa de apostas sob investigação. Até meados de 2025, Flávio Bolsonaro figurava como associado “mestre” da empresa, condição que lhe permitia movimentar recursos e realizar transações.
De acordo com informações divulgadas pela revista Piauí, apenas o senador e o advogado tinham autorização para operar a conta nesse período. Além do bloqueio, Moraes determinou que bancos e instituições financeiras informem quem estava autorizado a movimentar os recursos, incluindo eventuais cotitulares.
A medida visa esclarecer as operações financeiras da empresa de apostas. A investigação teve origem no Rio Grande do Sul, a partir de suspeitas de lavagem de dinheiro por meio de sites de apostas, e chegou ao STF após a menção a Flávio Bolsonaro, que detém foro por prerrogativa de função. Moraes foi sorteado como relator do processo.
Outra informação relevante é a saída de Willer Tomaz do Brasil em 21 de agosto; até o momento, não há registro de retorno. Para a Corte, a ausência aumenta o risco de destruição de provas e de dados relevantes para a apuração.
