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STJ avalia prisão domiciliar ou custódia para líder do Bonde do Maluco

STJ avalia prisão domiciliar ou custódia para líder do Bonde do Maluco
STJ avalia prisão domiciliar ou custódia para líder do Bonde do Maluco

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Resumo: STJ suspende, nesta terça-feira (6), o julgamento da prisão domiciliar humanitária de réu acusado de liderar a facção “Bonde do Maluco” na Bahia. A pausa ocorreu após pedido de vista do ministro Og Fernandes, que propôs articular com as Secretarias de Saúde e Segurança da Bahia para viabilizar tratamento sem soltura. O relator Sebastião Reis Júnior votou pela concessão com tornozeleira; a defesa cita cirurgia necessária e condições da prisão. Decisão final fica com o Tribunal de Justiça da Bahia.

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) suspendeu, nesta terça-feira (6), a análise sobre a prisão domiciliar humanitária de um réu apontado como líder da facção criminosa “Bonde do Maluco” no estado da Bahia. A interrupção ocorreu após pedido de vista do ministro Og Fernandes, que sugeriu a articulação entre as Secretarias de Saúde e Segurança da Bahia para viabilizar o tratamento médico necessário sem a soltura do acusado.

A defesa solicitou a concessão do regime domiciliar, argumentando que o réu precisa passar por cirurgia e que o sistema prisional não garante higiene e alimentação adequadas para o tratamento. O pleito aponta para condições médicas complexas, incluindo a necessidade de atendimento que não seria viável no ambiente carcerário.

O relator, Sebastião Reis Júnior, votou a favor da concessão com o uso de tornozeleira eletrônica, citando laudo da própria prisão que atesta a inviabilidade do tratamento dentro do presídio. A defesa sustenta que a medida permitiria o cuidado médico necessário sem abrir mão da supervisão.

Og Fernandes destacou que, embora haja necessidade de tratamento médico, o ideal seria que o acompanhamento ocorresse em ambiente hospitalar, com escolta domiciliar, rejeitando a possibilidade de prisão domiciliar apenas pela demanda médica. Questionou: “É inegável que o recorrente necessita de assistência médica para cuidados cirúrgicos. Eu me pergunto se, com a universalização da saúde no Brasil, qual a dificuldade para encaminhá-lo a um hospital com o necessário acompanhamento de segurança e, após, retornar ao sistema prisional?” A ideia central, segundo o ministro, é discutir direitos de saúde em vez de cautelaridade, defendendo que, pelo direito à saúde, outras medidas devem ser consideradas, inclusive a liberdade do recorrente.

A Turma também aguarda a decisão do Tribunal de Justiça da Bahia.

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